UNIFAP - Universidade Federal do Amapá — Prova 2015
Em relação ao paciente que se encontra no pós-operatório, é correto afirmar que:
Alimentação pós-operatória precoce, via enteral preferencial, ↓ complicações e tempo de internação.
A tendência atual no manejo pós-operatório é a alimentação enteral precoce, sempre que o trato gastrointestinal estiver funcional. Isso ajuda a manter a integridade da barreira intestinal, reduzir a translocação bacteriana e acelerar a recuperação, diminuindo complicações e o tempo de internação.
A abordagem da alimentação no pós-operatório tem evoluído significativamente, com a tendência atual favorecendo a alimentação enteral precoce. Essa estratégia, parte dos protocolos de Recuperação Aprimorada Pós-Cirurgia (ERAS), visa minimizar o jejum e otimizar o suporte nutricional. É um pilar fundamental para a recuperação do paciente cirúrgico, impactando diretamente o prognóstico e a qualidade de vida, sendo um conhecimento essencial para residentes. A preferência pela via enteral se baseia em evidências de que ela mantém a integridade da barreira intestinal, estimula a motilidade gastrointestinal, reduz a resposta inflamatória sistêmica e previne a atrofia das vilosidades. Isso, por sua vez, diminui o risco de translocação bacteriana e complicações infecciosas. A alimentação parenteral é reservada para casos onde a via enteral é contraindicada ou insuficiente, devido aos seus maiores riscos e custos. O início da dieta oral ou enteral deve ser considerado assim que o paciente estiver hemodinamicamente estável e sem sinais de íleo paralítico obstrutivo grave. A progressão da dieta deve ser gradual, monitorando a tolerância do paciente. A implementação dessa prática exige uma avaliação cuidadosa e individualizada, mas os benefícios superam os riscos na maioria dos casos, promovendo uma recuperação mais rápida e com menos intercorrências.
A alimentação enteral precoce ajuda a manter a integridade da mucosa intestinal, prevenir a atrofia das vilosidades, reduzir a translocação bacteriana, modular a resposta inflamatória e promover a motilidade intestinal, resultando em menor incidência de complicações e menor tempo de internação.
O início da alimentação enteral depende da estabilidade hemodinâmica do paciente, ausência de íleo paralítico grave, ausência de náuseas e vômitos persistentes, e ausência de contraindicações específicas relacionadas à cirurgia (ex: fístulas de alto débito ou isquemia intestinal).
O jejum prolongado pode levar à desnutrição, atrofia da mucosa intestinal, aumento da translocação bacteriana, comprometimento da função imunológica e prolongamento do íleo pós-operatório, elevando o risco de infecções e outras complicações, impactando negativamente a recuperação.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo