INCA - Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (RJ) — Prova 2021
Pode-se afirmar que a nutrição enteral na infância está indicada na:
Síndrome do intestino curto → indicação primária de nutrição enteral na infância para suporte adequado.
A síndrome do intestino curto é uma condição em que a capacidade de absorção intestinal é severamente comprometida, tornando a nutrição enteral (e muitas vezes parenteral) essencial para o crescimento e desenvolvimento da criança. As outras opções são geralmente contraindicações ou situações que exigem cautela e atraso na introdução da nutrição enteral.
A nutrição enteral na infância é um pilar fundamental no manejo de diversas condições pediátricas, garantindo o aporte nutricional adequado para o crescimento e desenvolvimento. Sua indicação é crucial em situações onde a ingestão oral é insuficiente ou impossível, mas o trato gastrointestinal permanece funcional. Compreender suas indicações e contraindicações é essencial para a prática clínica e para a segurança do paciente pediátrico. A síndrome do intestino curto, por exemplo, é uma condição grave que exige suporte nutricional intensivo, frequentemente com nutrição enteral e/ou parenteral, devido à perda significativa da capacidade absortiva intestinal. O manejo adequado visa minimizar complicações e otimizar o prognóstico a longo prazo. É vital diferenciar as situações em que a nutrição enteral é benéfica daquelas em que pode ser prejudicial. Condições como enterocolite necrotizante, íleo paralítico ou sepse de foco abdominal com instabilidade hemodinâmica representam contraindicações temporárias ou absolutas à nutrição enteral, pois a introdução de alimentos pode agravar a isquemia intestinal, aumentar o risco de perfuração ou desviar o fluxo sanguíneo de órgãos vitais. Nesses cenários, a estabilização clínica e, por vezes, a nutrição parenteral total, são as abordagens preferenciais. Para residentes, o domínio das indicações e contraindicações da nutrição enteral em pediatria é um conhecimento básico e prático. A escolha da via e do tipo de dieta deve ser individualizada, considerando a patologia de base, o estado nutricional, a idade da criança e a função gastrointestinal. A monitorização rigorosa de complicações e a adaptação contínua do plano nutricional são componentes chave para o sucesso terapêutico.
As principais indicações incluem síndrome do intestino curto, desnutrição grave, doenças crônicas com ingestão oral insuficiente, disfagia e falha de crescimento, quando o trato gastrointestinal está funcional.
Na síndrome do intestino curto, há uma redução significativa da superfície de absorção intestinal, impossibilitando a obtenção de nutrientes suficientes pela via oral. A nutrição enteral permite a entrega direta de nutrientes e estimula a adaptação intestinal.
Contraindicações incluem obstrução intestinal completa, íleo paralítico grave, enterocolite necrotizante aguda, instabilidade hemodinâmica severa e perfuração intestinal, onde o trato gastrointestinal não está apto a receber alimentos.
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