FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2015
A grande vantagem da alimentação enteral sobre a parenteral total, na nutrição artificial prolongada, é que na primeira:
Nutrição enteral → mantém trofismo intestinal e previne atrofia de vilosidades.
A nutrição enteral é preferível à parenteral quando o trato gastrointestinal está funcionante, pois estimula a mucosa intestinal, prevenindo a atrofia das vilosidades e a translocação bacteriana, o que reduz o risco de infecções e complicações.
A nutrição artificial é um pilar fundamental no suporte a pacientes impossibilitados de se alimentar adequadamente. A escolha entre via enteral e parenteral é crítica e baseia-se na avaliação da função gastrointestinal. A nutrição enteral, quando possível, é sempre a via preferencial devido às suas vantagens fisiológicas e menor risco de complicações. A principal vantagem da via enteral reside na manutenção da integridade da mucosa intestinal. A presença de nutrientes no lúmen intestinal estimula o trofismo das vilosidades, prevenindo sua atrofia. Isso é crucial para preservar a função de barreira intestinal, que impede a translocação bacteriana do lúmen para a corrente sanguínea, reduzindo significativamente o risco de sepse e outras infecções. Além disso, a nutrição enteral é mais fisiológica, mais barata e menos propensa a complicações metabólicas graves. A nutrição parenteral total, embora vital em situações de falência intestinal, acarreta riscos maiores, como infecções relacionadas ao cateter, complicações metabólicas (hiperglicemia, disfunção hepática) e a própria atrofia da mucosa intestinal pela ausência de estímulo luminal. Portanto, a decisão deve sempre priorizar a via enteral, se o trato gastrointestinal estiver minimamente funcionante, para otimizar os desfechos clínicos e a segurança do paciente.
A nutrição enteral mantém o trofismo da mucosa intestinal, prevenindo a atrofia das vilosidades e a translocação bacteriana, além de ser mais fisiológica e ter menor risco de complicações infecciosas e metabólicas.
A atrofia das vilosidades ocorre pela falta de estímulo luminal e nutrientes diretos, comprometendo a função de barreira intestinal e aumentando o risco de translocação bacteriana e sepse.
A nutrição parenteral total é indicada quando o trato gastrointestinal não está funcionante ou é inacessível, como em casos de obstrução intestinal, isquemia mesentérica, fístulas de alto débito ou síndrome do intestino curto grave.
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