PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2025
Em relação às vias de alimentação enteral, podemos afirmar que:
Jejunostomia = Longo prazo + ↓ Risco de aspiração (posicionamento pós-pilórico).
A escolha da via enteral depende do tempo previsto (>4 semanas indica estomia) e do risco de aspiração (vias pós-pilóricas para alto risco).
A terapia nutricional enteral é indicada para pacientes que possuem o trato gastrointestinal funcionante, mas que não conseguem atingir suas metas nutricionais por via oral. A decisão sobre a via de acesso baseia-se na duração prevista da terapia e no risco de aspiração. Acessos de curto prazo (< 4 semanas) utilizam sondas nasoenterais ou nasogástricas. Acessos de longo prazo (> 4 semanas) exigem estomias (gastrostomia ou jejunostomia). A jejunostomia destaca-se em pacientes críticos ou com disfunção gástrica, pois o posicionamento distal ao ligamento de Treitz minimiza o refluxo e a aspiração, garantindo uma oferta calórica mais segura e contínua.
A jejunostomia é uma via de acesso enteral de longo prazo, geralmente indicada quando há necessidade de alimentação pós-pilórica. Suas principais vantagens incluem a redução significativa do risco de aspiração pulmonar do conteúdo enteral, sendo ideal para pacientes com refluxo gastroesofágico grave, gastroparesia severa ou histórico de aspiração recorrente. Além disso, permite a manutenção da nutrição em pacientes com obstruções gástricas ou duodenais, podendo ser inserida por via cirúrgica, endoscópica ou percutânea radiológica.
A sonda nasogástrica (SNG) é uma via de curto prazo (geralmente até 4 semanas), de fácil inserção, mas que causa desconforto e risco de lesões nasais. Já a gastrostomia (GTT) é uma via definitiva ou de longo prazo, inserida diretamente no estômago através da parede abdominal. A GTT permite o uso de tubos de maior calibre, facilitando a administração de dietas mais viscosas e medicações, além de ser esteticamente mais aceitável e confortável para o paciente, embora apresente maior risco de aspiração que a jejunostomia.
Embora a via oral seja a mais fisiológica, em pacientes com limitações importantes de deglutição (disfagia), ela oferece um risco inaceitável de broncoaspiração, pneumonia aspirativa e desnutrição. A tentativa de manter a via oral com intubação orotraqueal, como sugerido em algumas alternativas incorretas, é clinicamente inadequada, pois a intubação é uma medida de suporte ventilatório invasivo e não uma proteção sustentável para alimentação em pacientes disfágicos crônicos.
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