FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2024
Para minimizar a estimulação do peristaltismo durante a administração de nutrição enteral, a sonda nasoenteral deve ser posicionada a uma distância específica do ângulo de Treitz. Considerando o contexto, é CORRETO afirmar:
Nutrição enteral: para ↓ peristaltismo/refluxo, sonda jejunal 15-20 cm distal ao ângulo de Treitz.
O posicionamento da sonda nasoenteral 15 a 20 cm após o ângulo de Treitz (no jejuno) é crucial para a nutrição pós-pilórica. Isso ajuda a minimizar a estimulação do peristaltismo, reduzir o risco de refluxo gastroesofágico e aspiração, e é especialmente útil em pacientes com gastroparesia ou alto risco de broncoaspiração.
A nutrição enteral é um pilar fundamental no suporte nutricional de pacientes que não conseguem manter uma ingestão oral adequada, mas que possuem um trato gastrointestinal funcional. A escolha do local de inserção da sonda (gástrica ou pós-pilórica) depende de diversos fatores clínicos, incluindo o risco de aspiração, a função gástrica e a tolerância à dieta. Para minimizar a estimulação do peristaltismo e o risco de refluxo gastroesofágico, a nutrição pós-pilórica, com a sonda posicionada no jejuno, é frequentemente preferida em cenários específicos. O ângulo de Treitz, que marca a transição do duodeno para o jejuno, é um marco anatômico crucial para o posicionamento da sonda nasoenteral. A colocação da sonda 15 a 20 cm distal a este ângulo garante que a ponta da sonda esteja bem no jejuno, onde a absorção de nutrientes pode ocorrer de forma mais eficiente e com menor risco de desencadear reflexos de motilidade gástrica e duodenal que poderiam levar a intolerância ou refluxo. Este posicionamento é particularmente benéfico em pacientes com esvaziamento gástrico retardado, gastroparesia, ou naqueles com alto risco de aspiração pulmonar, como pacientes em ventilação mecânica ou com nível de consciência alterado. Compreender o posicionamento adequado da sonda nasoenteral é vital para residentes, pois impacta diretamente a segurança e a eficácia da terapia nutricional. A verificação radiológica da posição da sonda é sempre recomendada após a inserção para confirmar o correto posicionamento. Além disso, a escolha da fórmula enteral e a taxa de infusão devem ser individualizadas para otimizar a tolerância e evitar complicações como diarreia ou distensão abdominal, garantindo assim o melhor suporte nutricional possível ao paciente.
O posicionamento da sonda nasoenteral após o ângulo de Treitz, no jejuno, é realizado para contornar o estômago e o duodeno proximal. Isso minimiza a estimulação do peristaltismo gástrico e duodenal, reduz o risco de refluxo gastroesofágico e aspiração, e é benéfico em pacientes com esvaziamento gástrico retardado ou alto risco de aspiração.
O ângulo de Treitz marca a junção duodenojejunal. É um marco anatômico importante para garantir que a sonda esteja bem posicionada no jejuno, além do duodeno, onde a estimulação osmótica e a motilidade podem ser mais pronunciadas. O posicionamento distal a este ponto otimiza a tolerância à dieta e a absorção.
A nutrição pós-pilórica é mais indicada em pacientes com gastroparesia, alto risco de aspiração (por exemplo, em intubados ou com reflexo de tosse diminuído), fístulas gástricas ou duodenais, pancreatite aguda grave e em situações onde a nutrição gástrica não é bem tolerada ou contraindicada.
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