SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2020
Sobre os aspectos nutricionais em cirurgia, assinale (V) ou falso (F): ( ) A dieta enteral costuma preservar a integridade intestinal e diminuir a translocação bacteriana. ( ) A complicação mais frequente da dieta enteral é a obstipação. ( ) No trauma ocorre a diminuição do metabolismo basal. ( ) Umas das primeiras manifestações de sepse em doentes recebendo nutrição parenteral é a intolerância à glicose. Está CORRETA a afirmativa:
Nutrição enteral preserva integridade intestinal e ↓ translocação bacteriana; Sepse em NPT → intolerância à glicose.
A nutrição enteral é preferível à parenteral quando o trato gastrointestinal está funcionante, pois ajuda a manter a barreira intestinal e reduzir a translocação bacteriana. No trauma, ocorre hipermetabolismo, não diminuição. Intolerância à glicose é um sinal precoce de sepse em pacientes com nutrição parenteral.
O suporte nutricional é um pilar fundamental no manejo do paciente cirúrgico, influenciando diretamente a recuperação e a prevenção de complicações. A nutrição enteral, quando possível, é a via preferencial, pois mantém a integridade da mucosa intestinal, estimula a função imune local e reduz a translocação bacteriana, um fator importante na gênese da sepse. Ao contrário do que se possa pensar, a complicação mais frequente da dieta enteral não é a obstipação, mas sim a diarreia, seguida por náuseas, vômitos e distensão abdominal. No contexto do trauma, o organismo entra em um estado de hipermetabolismo e hipercatabolismo, com aumento significativo do gasto energético basal e da demanda por nutrientes, visando a reparação tecidual e a resposta inflamatória. A nutrição parenteral total (NPT) é indicada quando o trato gastrointestinal não está funcionante. No entanto, a NPT possui riscos inerentes, como infecções relacionadas ao cateter e distúrbios metabólicos. Uma das primeiras e mais importantes manifestações de sepse em pacientes recebendo NPT é a intolerância à glicose, que se manifesta como hiperglicemia refratária, devido à resistência à insulina induzida pela resposta inflamatória sistêmica.
A nutrição enteral preserva a integridade da mucosa intestinal, estimula a função imune local, mantém a barreira intestinal e diminui a translocação bacteriana, reduzindo o risco de infecções sistêmicas.
No trauma, o organismo entra em um estado de hipermetabolismo e hipercatabolismo, com aumento significativo do gasto energético basal e da demanda por nutrientes, visando a reparação tecidual e a resposta inflamatória.
As complicações mais frequentes da dieta enteral incluem diarreia, náuseas, vômitos, distensão abdominal e, em menor frequência, a obstipação.
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