UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2025
Sobre as diferenças entre nutrição parenteral total e nutrição enteral, relacione as colunas e assinale a sequência correspondente: (1) Nutrição parenteral total. (2) Nutrição enteral.( ) Mantém a estrutura e a função da mucosa intestinal e é mais segura em relação a complicações mecânicas e metabólicas.( ) Está associada a taxas reduzidas de infecção nosocomial.( ) É contraindicada na presença de hipertrigliceridemia severa.( ) Mais dispendiosa.
NE > NPT: mantém mucosa, ↓ infecção, mais segura e barata. NPT: contraindicações específicas (hipertrigliceridemia severa).
A nutrição enteral é preferível à parenteral sempre que o trato gastrointestinal estiver funcionante, pois mantém a integridade da mucosa intestinal, reduz o risco de infecções e é mais fisiológica e econômica. A nutrição parenteral total é reservada para casos de falência intestinal ou contraindicações à via enteral, mas apresenta maiores riscos de complicações.
O suporte nutricional é um pilar fundamental no manejo de pacientes hospitalizados, especialmente aqueles em estado crítico ou com doenças crônicas. A escolha entre nutrição enteral (NE) e nutrição parenteral total (NPT) depende da funcionalidade do trato gastrointestinal (TGI) e das condições clínicas do paciente. A NE, que utiliza o TGI para a administração de nutrientes, é sempre a via preferencial quando o TGI está funcionante, pois é mais fisiológica e segura. A nutrição enteral oferece diversas vantagens: mantém a integridade da mucosa intestinal, prevenindo a atrofia das vilosidades e a translocação bacteriana, o que resulta em menores taxas de infecção nosocomial. Além disso, é mais simples de administrar, menos invasiva e significativamente menos dispendiosa que a NPT. Por outro lado, a NPT, que consiste na administração de nutrientes diretamente na corrente sanguínea via cateter venoso central, é indicada quando o TGI não está funcionante ou é inacessível, como em casos de íleo paralítico prolongado, fístulas de alto débito, isquemia intestinal grave ou síndrome do intestino curto. No entanto, a NPT está associada a um risco maior de complicações, incluindo infecções relacionadas ao cateter, desequilíbrios metabólicos (como hiperglicemia, distúrbios eletrolíticos, disfunção hepática e hipertrigliceridemia severa, que pode ser uma contraindicação para a infusão de lipídios), e complicações mecânicas relacionadas à inserção do cateter. Portanto, a decisão pela NPT deve ser cuidadosamente ponderada, considerando os riscos e benefícios, e a transição para a NE deve ser realizada assim que o TGI demonstrar capacidade de absorção adequada.
A nutrição enteral é preferível porque mantém a integridade estrutural e funcional da mucosa intestinal, estimula o sistema imune associado ao intestino, reduz o risco de translocação bacteriana e, consequentemente, diminui as taxas de infecção nosocomial, além de ser mais fisiológica e econômica.
As complicações da NPT podem ser mecânicas (pneumotórax, trombose de cateter), metabólicas (hiper/hipoglicemia, distúrbios eletrolíticos, disfunção hepática, hipertrigliceridemia) e infecciosas (sepse relacionada ao cateter), sendo esta última uma das mais graves.
A NPT é contraindicada quando o trato gastrointestinal está funcionante e pode ser utilizado. Além disso, a presença de hipertrigliceridemia severa é uma contraindicação para a administração de emulsões lipídicas na NPT, exigindo ajustes ou suspensão.
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