IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2023
Sobre a nutrição do paciente com doença renal crônica do diabetes, é correto afirmar que:
Gasto energético em hemodiálise = indivíduos saudáveis, ↑ durante e pós-diálise.
Pacientes em hemodiálise têm um gasto energético basal semelhante ao de indivíduos saudáveis, mas o procedimento dialítico em si e o período pós-diálise imediato aumentam a demanda energética, o que deve ser considerado no planejamento nutricional para evitar desnutrição.
A nutrição é um pilar fundamental no manejo da Doença Renal Crônica (DRC), especialmente em pacientes com diabetes, devido à complexidade metabólica e ao risco elevado de desnutrição. A compreensão das necessidades energéticas e de macronutrientes é crucial para otimizar o estado nutricional, retardar a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida. As diretrizes nutricionais variam conforme o estágio da DRC e a modalidade de terapia renal substitutiva. Em pacientes com DRC em hemodiálise, o gasto energético basal é frequentemente comparável ao de indivíduos saudáveis, mas o procedimento dialítico impõe um estresse metabólico que eleva o gasto energético durante e nas horas seguintes à sessão. Essa demanda adicional deve ser considerada para evitar balanço energético negativo. A ingestão proteica, por exemplo, precisa ser maior (1.0-1.2 g/kg/dia) para compensar as perdas de aminoácidos e proteínas durante a diálise. O manejo de eletrólitos e minerais como sódio, potássio e fósforo é complexo. Embora a diálise remova parte do sódio, a restrição dietética ainda é importante para controlar a hipertensão e o volume. O fósforo continua sendo uma preocupação significativa, exigindo restrição dietética e frequentemente o uso de quelantes, pois a diálise não é totalmente eficaz em sua remoção. A acidose metabólica, comum na DRC, pode ser atenuada com bicarbonato, mas a restrição proteica severa não é a principal estratégia em pacientes dialíticos.
Pacientes em hemodiálise geralmente necessitam de uma ingestão proteica maior (1.0-1.2 g/kg/dia) devido às perdas durante o procedimento e para prevenir a desnutrição, diferente da restrição proteica em fases pré-dialíticas.
A restrição de fósforo continua sendo crucial em pacientes dialíticos, pois a diálise não remove eficientemente todo o excesso. Quelantes de fósforo são frequentemente necessários para controlar a hiperfosfatemia.
O aumento do gasto energético durante e após a hemodiálise é atribuído ao estresse metabólico, à ativação de sistemas inflamatórios e à própria energia demandada pelo processo de filtração e transporte de solutos.
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