Nutrição na DRC e Hemodiálise: Gasto Energético e Dieta

IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2023

Enunciado

Sobre a nutrição do paciente com doença renal crônica do diabetes, é correto afirmar que:

Alternativas

  1. A) o gasto energético de pacientes em hemodiálise é semelhante ao de indivíduos saudáveis e aumenta durante e até 2 horas após a diálise
  2. B) está indicada a manutenção da dieta com 0,8g/kg/d de proteína para reduzir a acidose da IRC
  3. C) não há necessidade de restituição de sódio no paciente dialítico porque o procedimento retira o sal em excesso
  4. D) a oferta de fósforo não é mais preocupação quando o paciente inicia o tratamento dialítico, devendo ser liberada a dieta e dispensado o uso de quelante de fósforo

Pérola Clínica

Gasto energético em hemodiálise = indivíduos saudáveis, ↑ durante e pós-diálise.

Resumo-Chave

Pacientes em hemodiálise têm um gasto energético basal semelhante ao de indivíduos saudáveis, mas o procedimento dialítico em si e o período pós-diálise imediato aumentam a demanda energética, o que deve ser considerado no planejamento nutricional para evitar desnutrição.

Contexto Educacional

A nutrição é um pilar fundamental no manejo da Doença Renal Crônica (DRC), especialmente em pacientes com diabetes, devido à complexidade metabólica e ao risco elevado de desnutrição. A compreensão das necessidades energéticas e de macronutrientes é crucial para otimizar o estado nutricional, retardar a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida. As diretrizes nutricionais variam conforme o estágio da DRC e a modalidade de terapia renal substitutiva. Em pacientes com DRC em hemodiálise, o gasto energético basal é frequentemente comparável ao de indivíduos saudáveis, mas o procedimento dialítico impõe um estresse metabólico que eleva o gasto energético durante e nas horas seguintes à sessão. Essa demanda adicional deve ser considerada para evitar balanço energético negativo. A ingestão proteica, por exemplo, precisa ser maior (1.0-1.2 g/kg/dia) para compensar as perdas de aminoácidos e proteínas durante a diálise. O manejo de eletrólitos e minerais como sódio, potássio e fósforo é complexo. Embora a diálise remova parte do sódio, a restrição dietética ainda é importante para controlar a hipertensão e o volume. O fósforo continua sendo uma preocupação significativa, exigindo restrição dietética e frequentemente o uso de quelantes, pois a diálise não é totalmente eficaz em sua remoção. A acidose metabólica, comum na DRC, pode ser atenuada com bicarbonato, mas a restrição proteica severa não é a principal estratégia em pacientes dialíticos.

Perguntas Frequentes

Quais são as recomendações de proteína para pacientes com DRC em hemodiálise?

Pacientes em hemodiálise geralmente necessitam de uma ingestão proteica maior (1.0-1.2 g/kg/dia) devido às perdas durante o procedimento e para prevenir a desnutrição, diferente da restrição proteica em fases pré-dialíticas.

Como o fósforo é manejado na dieta de pacientes dialíticos?

A restrição de fósforo continua sendo crucial em pacientes dialíticos, pois a diálise não remove eficientemente todo o excesso. Quelantes de fósforo são frequentemente necessários para controlar a hiperfosfatemia.

Por que o gasto energético aumenta durante a hemodiálise?

O aumento do gasto energético durante e após a hemodiálise é atribuído ao estresse metabólico, à ativação de sistemas inflamatórios e à própria energia demandada pelo processo de filtração e transporte de solutos.

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