SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2025
A adolescência é um período de intenso crescimento e desenvolvimento, marcado por mudanças alimentares. As necessidades nutricionais são influenciadas pela taxa de crescimento físico e pelas alterações na composição corporal. Por isso, os aspectos nutricionais relacionados ao crescimento físico merecem grande atenção, particularmente o cálcio da dieta, uma vez que esse mineral desempenha um papel fundamental no processo de mineralização óssea. A respeito do crescimento acelerado e da mineralização óssea, assinale a alternativa que correta:
Adolescentes (9-18 anos) → Necessidade de cálcio = 1.300 mg/dia.
A adolescência é o período crítico para o ganho de massa óssea; a recomendação de 1.300 mg/dia de cálcio visa otimizar o pico de massa óssea e prevenir osteoporose futura.
O crescimento acelerado da adolescência demanda um balanço positivo de cálcio. A mineralização óssea atinge seu ápice logo após o pico da velocidade de crescimento estatural. Estudos mostram que a incorporação de cálcio no esqueleto pode chegar a 300-400 mg/dia durante o pico do estirão. Portanto, garantir a oferta de 1.300 mg/dia (conforme as DRIs da Academia Nacional de Medicina dos EUA) é uma estratégia fundamental de saúde pública para garantir a integridade esquelética a longo prazo.
Durante a adolescência, ocorre o estirão do crescimento e a consolidação de cerca de 40% a 50% da massa óssea total do indivíduo. Para suportar esse rápido desenvolvimento esquelético e garantir que o jovem atinja seu pico de massa óssea (PBM), as Dietary Reference Intakes (DRIs) recomendam 1.300 mg/dia de cálcio para a faixa de 9 a 18 anos. Uma ingestão insuficiente neste período aumenta o risco de fraturas na juventude e de osteoporose na vida adulta.
As principais fontes dietéticas de cálcio são o leite e seus derivados (queijos e iogurtes), que possuem alta biodisponibilidade. Outras fontes incluem vegetais de folhas verdes escuras (como brócolis e couve), sardinha e alimentos fortificados. É importante ressaltar que, embora a alimentação seja a via preferencial, muitos adolescentes não atingem a meta de 1.300 mg/dia, o que pode exigir intervenção nutricional ou, em casos específicos, suplementação sob supervisão médica.
A Vitamina D é essencial para a absorção intestinal de cálcio e para a regulação da homeostase mineral óssea. Sem níveis adequados de Vitamina D, mesmo uma ingestão adequada de cálcio pode não resultar em mineralização eficaz. Diferente do cálcio, a principal fonte de Vitamina D não é a alimentação (que contribui com apenas 10-20%), mas sim a síntese cutânea através da exposição solar controlada aos raios UVB.
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