PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2020
O número necessário para causar dano (NND) é uma medida importante na medicina baseada em evidências e ajuda os médicos a decidir se é prudente proceder a um tratamento especial que pode expor o paciente a danos, proporcionando benefícios terapêuticos. Sobre essa medida, é CORRETO afirmar que
NND = Número de pacientes tratados para 1 ter dano; NNT < NND favorece intervenção, mesmo com NND baixo se desfecho grave.
O Número Necessário para Causar Dano (NND) quantifica quantos pacientes precisam ser tratados para que um deles experimente um evento adverso. Sua interpretação deve ser feita em conjunto com o Número Necessário para Tratar (NNT) e a gravidade dos desfechos, tanto benéficos quanto adversos.
O Número Necessário para Causar Dano (NND) é uma medida estatística utilizada na Medicina Baseada em Evidências (MBE) para quantificar o risco de uma intervenção. Ele representa o número médio de pacientes que precisam ser tratados com uma determinada intervenção para que um deles experimente um evento adverso que não ocorreria no grupo controle. Quanto menor o NND, maior o risco de dano associado à intervenção. É uma ferramenta essencial para avaliar a segurança de tratamentos e procedimentos. A interpretação do NND deve ser feita em conjunto com o Número Necessário para Tratar (NNT), que indica quantos pacientes precisam ser tratados para que um deles obtenha um benefício. A relação entre NNT e NND é fundamental para a tomada de decisão clínica. Se o NNT for menor que o NND, a intervenção tende a ser mais benéfica do que prejudicial. No entanto, a gravidade dos desfechos (tanto o benefício quanto o dano) é um fator crucial a ser considerado. Em situações onde o desfecho clínico sem tratamento é devastador (como óbito) e o NNT para prevenir esse desfecho é baixo, uma intervenção com um NND também baixo (indicando um risco de dano relativamente alto) ainda pode ser justificada, desde que o benefício potencial supere o risco. A decisão final sempre envolve uma ponderação cuidadosa dos riscos e benefícios, considerando as preferências do paciente e o contexto clínico.
O NND é o inverso da redução do risco absoluto (RRA) de dano. Ele representa o número médio de pacientes que precisam ser expostos a uma intervenção para que um deles experimente um evento adverso que não ocorreria no grupo controle.
O NNT (Número Necessário para Tratar) indica quantos pacientes precisam ser tratados para que um deles obtenha um benefício que não ocorreria no grupo controle. O NND (Número Necessário para Causar Dano) indica quantos pacientes precisam ser tratados para que um deles sofra um dano que não ocorreria no grupo controle.
A comparação entre NNT e NND, juntamente com a avaliação da gravidade dos desfechos (benefício e dano), é crucial para uma tomada de decisão informada. Se o NNT for menor que o NND, a intervenção tem mais chances de trazer benefício do que dano, mas a decisão final sempre pondera a magnitude e gravidade de ambos os desfechos.
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