UNIRG - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2015
O número de casos notificados de coqueluche no Brasil tem aumentado nos últimos anos. Em relação a essa doença, pode-se afirmar:
Coqueluche → tosse paroxística sem febre, leucocitose significativa com linfocitose absoluta. Vacina disponível na rede pública.
A coqueluche, causada pela Bordetella pertussis, é caracterizada por tosse paroxística prolongada, muitas vezes sem febre. Um achado laboratorial distintivo, especialmente em crianças pequenas, é a leucocitose acentuada com predomínio de linfócitos, o que a diferencia de outras infecções respiratórias virais ou bacterianas.
A coqueluche, causada pela bactéria Bordetella pertussis, é uma doença respiratória altamente contagiosa que tem apresentado um ressurgimento de casos em diversas partes do mundo, incluindo o Brasil. A doença é particularmente grave em lactentes, que podem desenvolver complicações como pneumonia, convulsões, encefalopatia e até óbito. A compreensão de suas características clínicas e laboratoriais é fundamental para o diagnóstico precoce e a implementação de medidas de controle. Clinicamente, a coqueluche é marcada por uma tosse paroxística intensa, que pode ser acompanhada de um 'guincho' inspiratório e vômitos pós-tosse, especialmente na fase paroxística. Diferente de muitas infecções respiratórias, a febre é geralmente ausente ou baixa. O diagnóstico laboratorial pode ser feito por cultura de secreção nasofaríngea, PCR ou sorologia. Um achado hematológico distintivo, especialmente em crianças pequenas, é a leucocitose acentuada com linfocitose absoluta, que deve levantar a suspeita de coqueluche. A prevenção é feita pela vacinação, que está disponível na rede pública de saúde (vacina DTP para crianças e dTpa para gestantes e adolescentes). O tratamento envolve antibióticos (macrolídeos como azitromicina) para reduzir a transmissibilidade e a gravidade da doença, se iniciados precocemente. O reconhecimento da leucocitose com linfocitose como um marcador importante ajuda a guiar a investigação e o manejo adequado da coqueluche.
A coqueluche classicamente se divide em três fases: catarral (sintomas inespecíficos de resfriado), paroxística (tosse intensa, repetitiva, com guincho inspiratório e vômitos pós-tosse) e convalescença (resolução gradual da tosse).
A leucocitose com linfocitose absoluta é um achado laboratorial característico da coqueluche, especialmente nas fases iniciais e em crianças pequenas. É um marcador importante que pode auxiliar no diagnóstico diferencial com outras causas de tosse prolongada.
Sim, a vacina contra coqueluche (componente da DTP e DTPa) está disponível na rede pública de saúde, fazendo parte do calendário vacinal infantil e sendo recomendada também para gestantes (dTpa) para proteger o recém-nascido.
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