UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2020
Numere a coluna, relacionando os casos clínicos com os respectivos tratamentos para o diabetes mellitus. 1. Paciente de 71 anos, sexo masculino, glicemia de jejum 145 mg/dL, refere que teve de aumentar a dose do medicamento furosemida utilizado para o tratamento da insuficiência cárdica com fração de ejeção reduzida após o início. 2 Paciente de 60 anos, sexo masculino, glicemia de jejum 160 mg/dL, refere que seu médico orientou a suspensão do medicamento em uso para o tratamento do diabetes pois a sua taxa de filtração glomerular estava inferior a 30 mL/min. 3. Paciente de 79 anos, sexo feminino, hemoglobina glicosilada 7,1%, é admitida no serviço de emergência devido a alteração do nível de consciência secundária a uma hipoglicemia. ( ) Metformina. ( ) Gliclazida. ( ) Pioglitazona. ( ) Insulina glargina. Assinale a alternativa que apresenta a numeração correta na coluna, de cima para baixo.
Metformina contraindicada com TFG < 30 mL/min; Pioglitazona contraindicada em IC.
A metformina é contraindicada em pacientes com taxa de filtração glomerular inferior a 30 mL/min devido ao risco de acidose lática. A pioglitazona, uma tiazolidinediona, é contraindicada em pacientes com insuficiência cardíaca, pois pode agravar a retenção hídrica.
O tratamento do diabetes mellitus tipo 2 é individualizado, considerando a idade do paciente, comorbidades, risco de hipoglicemia e função renal/hepática. A metformina é geralmente a primeira linha, mas possui contraindicações importantes. Em pacientes com insuficiência renal, a dose deve ser ajustada e é contraindicada com TFG < 30 mL/min/1,73m² devido ao risco de acidose lática. Outras classes de medicamentos incluem as sulfonilureias (como a gliclazida), que estimulam a secreção de insulina e têm alto risco de hipoglicemia, especialmente em idosos. As tiazolidinedionas (como a pioglitazona) melhoram a sensibilidade à insulina, mas são contraindicadas em pacientes com insuficiência cardíaca de qualquer classe funcional devido ao risco de retenção hídrica e exacerbação da IC. A insulina é uma opção potente, especialmente para pacientes com falha de outros agentes, hiperglicemia severa ou em situações de descompensação. A insulina glargina é uma insulina basal de ação prolongada, com menor risco de hipoglicemia noturna em comparação com insulinas de ação intermediária. A escolha do tratamento deve sempre balancear o controle glicêmico com a segurança do paciente, minimizando riscos como hipoglicemia e efeitos adversos cardiovasculares ou renais.
A metformina deve ser suspensa se a taxa de filtração glomerular (TFG) for inferior a 30 mL/min/1,73m², devido ao risco aumentado de acidose lática.
Sulfonilureias (como gliclazida) e insulina são as classes de medicamentos que mais frequentemente causam hipoglicemia, especialmente em idosos devido à maior sensibilidade e menor capacidade de recuperação.
A pioglitazona, uma tiazolidinediona, pode causar ou exacerbar a retenção hídrica e o edema, o que é perigoso para pacientes com insuficiência cardíaca, podendo levar à descompensação.
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