UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2021
Paciente de 26 anos de idade, nuligesta, vida sexual ativa, sem uso de contraceptivos, refere 4 parceiros no último ano, sem uso de método de barreira, nega queixas ginecológicas. O exame preventivo para o câncer de colo uterino apresenta o laudo lesão intraepitelial escamosas cervical de alto grau (HSIL). A melhor conduta nesse caso, é:
HSIL no preventivo → SEMPRE colposcopia com biópsia dirigida para confirmar e guiar tratamento.
Um resultado de HSIL no exame preventivo indica uma lesão pré-cancerosa de alto risco e exige uma investigação mais aprofundada com colposcopia e biópsia dirigida para confirmar o diagnóstico histopatológico e planejar a conduta terapêutica adequada.
A lesão intraepitelial escamosa de alto grau (HSIL), detectada no exame preventivo (Papanicolau), representa uma alteração citológica significativa que indica a presença de lesões pré-cancerígenas no colo uterino, correspondendo histologicamente às neoplasias intraepiteliais cervicais de grau 2 (NIC 2) ou 3 (NIC 3). A identificação de HSIL é um achado crítico no rastreamento do câncer de colo uterino, exigindo uma conduta imediata e bem definida. Diante de um resultado de HSIL, a conduta padrão e mais apropriada é a realização de colposcopia com biópsia dirigida. A colposcopia permite a visualização magnificada do colo uterino, identificando áreas com alterações sugestivas de lesão de alto grau. A biópsia dirigida, realizada nessas áreas suspeitas, é fundamental para obter um diagnóstico histopatológico preciso, confirmando a extensão da lesão e, crucialmente, descartando a presença de um câncer invasivo. O tratamento subsequente dependerá do resultado da biópsia, podendo incluir procedimentos excicionais como a conização (exérese da zona de transformação) ou, em casos selecionados, ablação. O seguimento rigoroso é essencial para monitorar a regressão ou persistência da lesão e prevenir a progressão para câncer invasivo. A vacinação contra o HPV, embora importante para prevenção primária, não é a conduta inicial para uma lesão já estabelecida de alto grau.
HSIL (High-grade Squamous Intraepithelial Lesion) indica uma lesão pré-cancerosa de alto grau no colo uterino, que tem um risco significativo de progredir para câncer invasivo se não for tratada. Corresponde a NIC 2 ou NIC 3.
A colposcopia permite visualizar as áreas anormais no colo uterino e a biópsia dirigida é essencial para obter um diagnóstico histopatológico preciso, confirmando a extensão e o grau da lesão e descartando um câncer invasivo.
LSIL (Low-grade Squamous Intraepithelial Lesion) é uma lesão de baixo grau, frequentemente associada a infecção transitória por HPV, e muitas vezes regride espontaneamente, podendo ter conduta expectante. HSIL é de alto grau, com maior risco de progressão, exigindo sempre investigação e tratamento.
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