Lesão do Núcleo do III Par: Diagnóstico Diferencial

CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2017

Enunciado

Qual achado clínico exclui lesão do núcleo do terceiro nervo craniano?

Alternativas

  1. A) Paralisia bilateral do reto superior.
  2. B) Paralisia bilateral do reto inferior.
  3. C) Paralisia unilateral do reto inferior.
  4. D) Paralisia unilateral do levantador da pálpebra superior.

Pérola Clínica

Lesão nuclear do III par → Ptose BILATERAL (subnúcleo central é único e mediano).

Resumo-Chave

Uma lesão no núcleo do nervo oculomotor (III par) no mesencéfalo resulta em ptose bilateral, pois o músculo levantador da pálpebra é suprido por um subnúcleo central único.

Contexto Educacional

O complexo nuclear do nervo oculomotor está localizado no mesencéfalo superior. Ele possui uma organização somatotópica complexa. O subnúcleo do levantador da pálpebra é ímpar e central, o que é uma exceção anatômica importante para a localização de lesões no tronco encefálico. Clinicamente, distinguir entre uma lesão nuclear, fascicular (dentro do tronco) ou periférica é crucial. Lesões nucleares são raras e geralmente vêm acompanhadas de outros sinais neurológicos de tronco, enquanto paralisias isoladas do III par com ptose unilateral apontam para causas extrínsecas ao parênquima cerebral.

Perguntas Frequentes

Por que a lesão nuclear do III par causa ptose bilateral?

Diferente dos outros músculos extraoculares, o músculo levantador da pálpebra superior é inervado por um único subnúcleo central (caudal) no complexo nuclear do III par. Como esse subnúcleo é mediano e fornece fibras para ambos os olhos, sua lesão afeta obrigatoriamente as duas pálpebras.

Quais outros achados sugerem lesão nuclear do III par?

Além da ptose bilateral, a paralisia do músculo reto superior contralateral é um sinal clássico, pois as fibras para o reto superior cruzam dentro do complexo nuclear para inervar o olho oposto.

O que a ptose unilateral sugere no contexto do III par?

A ptose unilateral sugere fortemente uma lesão do nervo oculomotor em seu trajeto periférico (após sair do núcleo), como em casos de compressão por aneurisma da artéria comunicante posterior ou isquemia microvascular (diabetes).

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