UFU/HC - Hospital de Clínicas de Uberlândia (MG) — Prova 2018
De acordo com a Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) de 2017, o funcionamento da equipe de Saúde da Família deverá seguir determinados critérios. Inserido à Rede e Atenção à Saúde (RAS), o município conta também com Núcleo Ampliado de Saúde da Família e Atenção Básica (Nasf-AB). Quais devem ser as características desse núcleo? Assinale a alternativa CORRETA:
NASF-AB = suporte técnico-pedagógico e clínico às eSF/eAB via matriciamento, sem ser porta de entrada.
O NASF-AB atua através do apoio matricial, compartilhando responsabilidades clínicas e sanitárias com as equipes de referência para aumentar a resolutividade local.
A Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) de 2017 renomeou o antigo NASF para NASF-AB, enfatizando seu papel de apoio a todas as modalidades de equipes de Atenção Básica. A principal característica desse núcleo é a horizontalidade no trabalho: os profissionais não devem apenas receber encaminhamentos, mas sim construir Projetos Terapêuticos Singulares (PTS) em conjunto com o médico e o enfermeiro da família. As atividades do NASF-AB incluem interconsultas, visitas domiciliares compartilhadas, grupos terapêuticos e intervenções no território. Essa estratégia é fundamental para a consolidação da Rede de Atenção à Saúde (RAS), pois evita a fragmentação do cuidado e reduz encaminhamentos desnecessários para a atenção secundária, fortalecendo a Atenção Primária como coordenadora do cuidado.
Não. O NASF-AB não se constitui como porta de entrada do sistema. Ele é uma equipe de retaguarda que deve atuar de forma integrada às Equipes de Saúde da Família (eSF) e Equipes de Atenção Básica (eAB). O acesso do usuário aos profissionais do NASF ocorre por meio da discussão de casos e do planejamento conjunto com a equipe de referência que acompanha a família no território.
O apoio matricial é um arranjo organizacional que visa oferecer suporte técnico-pedagógico (educação permanente) e suporte clínico-assistencial (atendimento compartilhado) às equipes de referência. O objetivo é ampliar o escopo de ações da Atenção Básica e aumentar a resolutividade, permitindo que a equipe local lide com casos de maior complexidade através do compartilhamento de saberes.
A composição é multiprofissional e interdisciplinar, podendo incluir assistentes sociais, profissionais de educação física, farmacêuticos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, nutricionistas, psicólogos, terapeutas ocupacionais, médicos veterinários, sanitaristas e também especialidades médicas como ginecologia, pediatria e psiquiatria, dependendo das necessidades do território.
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