UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2015
Sobre as evidências atuais de indicações de anticoagulação, assinale a afirmativa CORRETA:
NOACs/DOACs substituem dicumarínicos em FA e TVP/TEP, exceto em próteses metálicas.
Os Novos Anticoagulantes Orais (NOACs/DOACs) são superiores ou não inferiores aos dicumarínicos para prevenção de AVC em FA não valvar e tratamento de TVP/TEP, com menor risco de sangramento intracraniano e sem necessidade de monitoramento laboratorial rotineiro. No entanto, são contraindicados em pacientes com próteses valvares metálicas.
A anticoagulação é uma estratégia terapêutica fundamental na prevenção e tratamento de diversas condições tromboembólicas. Nos últimos anos, a introdução dos Novos Anticoagulantes Orais (NOACs), também conhecidos como Anticoagulantes Orais Diretos (DOACs), revolucionou a prática clínica. Esses medicamentos incluem inibidores diretos da trombina (dabigatran) e inibidores diretos do fator Xa (rivaroxaban, apixaban, edoxaban). Os NOACs têm seu principal uso como substitutos dos dicumarínicos (antagonistas da vitamina K, como a varfarina) na prevenção de fenômenos tromboembólicos em pacientes com fibrilação atrial não valvar. Estudos demonstraram que eles são, no mínimo, não inferiores à varfarina na prevenção de AVC e embolia sistêmica, com um perfil de segurança favorável, especialmente com menor risco de sangramento intracraniano. Além disso, alguns NOACs, como o rivaroxaban e o apixaban, são indicados para o tratamento da trombose venosa profunda (TVP) aguda e do tromboembolismo pulmonar (TEP), bem como para a prevenção de recorrência. É crucial ressaltar que os NOACs não são indicados para pacientes com próteses valvares metálicas ou estenose mitral moderada a grave, condições nas quais os dicumarínicos ainda são a terapia de escolha. A ausência da necessidade de monitoramento laboratorial rotineiro (como o INR para a varfarina) é uma grande vantagem dos NOACs, embora a adesão e a função renal devam ser monitoradas.
As principais vantagens incluem menor risco de sangramento intracraniano, ausência de necessidade de monitoramento laboratorial rotineiro (INR), menor interação com alimentos e outros medicamentos, e um início de ação mais rápido.
Os NOACs são contraindicados em pacientes com próteses valvares cardíacas mecânicas, estenose mitral moderada a grave, e em pacientes com síndrome antifosfolípide. Nesses casos, os antagonistas da vitamina K (dicumarínicos) permanecem a escolha.
Sim, o rivaroxaban é um dos NOACs que possui indicação para o tratamento da trombose venosa profunda (TVP) aguda e do tromboembolismo pulmonar (TEP), além da prevenção de AVC em fibrilação atrial não valvar.
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