FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2024
A emergência do Hospital de referência da regional de saúde recebe uma paciente idosa de 68 anos encaminhada pela Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de um município de pequeno porte, A queixa principal foi vômitos e diarreia há 3 dias. Foi transferida pela Unidade móvel do SAMU com acompanhamento médico. No Hospital ao exame físico apresentou-se desidratada, com quadro de sarcopenia e fornecendo poucas informações. Não refere problema de saúde, apenas relata ter machucado a perna há mais de 5 anos e andar com dificuldade. Não usa medicamento e come pouco. O médico solicita a Assistente Social para contatar o familiar responsável, para colher mais informações em relação a paciente. A Assistente Social fez contato com o número de telefone que constou a Guia de Referência. A pessoa que atendeu informou que esta senhora, não era parente, e que ela apenas residia na casa a mais de 40 anos porque não tinha família e ajudava nos serviços da casa. Na anamnese e no atendimento clínico a equipe da Emergência suspeita de violência, segundo relatos do vínculo com as pessoas onde reside e a rotina diária da idosa com trabalhos domésticos diversos). O médico deve adotar imediatamente qual dos seguintes procedimentos abaixo:
Suspeita de violência contra idoso → Notificação compulsória à Vigilância Epidemiológica e acionamento da rede de proteção.
A suspeita de violência contra idoso é uma condição de notificação compulsória. O médico deve notificar a Vigilância Epidemiológica e garantir a continuidade do atendimento clínico, acionando a rede de apoio como o Conselho Tutelar ou Ministério Público para medidas protetivas, conforme o Estatuto do Idoso.
A violência contra idosos é um grave problema de saúde pública, abrangendo abuso físico, psicológico, financeiro, negligência e abandono. É crucial que profissionais de saúde, especialmente em serviços de emergência, estejam aptos a identificar sinais de alerta, que muitas vezes são mascarados por outras queixas ou pela dificuldade de comunicação do idoso. A prevalência é subestimada devido à subnotificação e ao medo das vítimas. A suspeita de violência contra idoso é de notificação compulsória, conforme o Estatuto do Idoso (Lei nº 10.741/2003) e portarias do Ministério da Saúde. O diagnóstico exige uma anamnese detalhada, exame físico minucioso e, muitas vezes, a colaboração de uma equipe multidisciplinar. É importante documentar todas as observações e relatos, mesmo que a prova cabal não esteja imediatamente disponível, pois a suspeita já justifica a intervenção. A conduta terapêutica inicial envolve o atendimento clínico das necessidades agudas do idoso, como desidratação e desnutrição. Paralelamente, a notificação à Vigilância Epidemiológica é obrigatória. A rede de apoio, incluindo o Conselho Tutelar do Idoso (onde houver), Ministério Público e serviços sociais, deve ser acionada para garantir a proteção e a segurança do idoso, buscando medidas protetivas e, se necessário, o afastamento do agressor.
Sinais incluem desidratação inexplicada, sarcopenia, lesões antigas não tratadas, isolamento social, relatos vagos sobre a rotina, e discrepância entre a história e o exame físico. A falta de acesso a informações sobre o idoso também é um alerta.
A primeira medida é a notificação imediata da suspeita à Vigilância Epidemiológica do hospital ou município. Concomitantemente, deve-se prosseguir com o atendimento clínico e acionar a rede de apoio, como o Conselho Tutelar ou Ministério Público.
A equipe multidisciplinar (médico, enfermagem, assistente social, psicólogo) é fundamental para uma abordagem integral. O assistente social auxilia na coleta de informações e articulação com a rede, enquanto o médico garante o tratamento das lesões e a notificação.
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