IDOR - Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino - Rede D'Or (RJ) — Prova 2026
A vigilância epidemiológica depende da identificação oportuna de agravos relevantes para a saúde pública e de sua notificação por profissionais médicos, tanto no SUS quanto no setor suplementar, sendo uma etapa indispensável para o desencadeamento de ações de controle, investigação e prevenção. Com base na normativa vigente sobre sistemas de notificação, uma condição que exige notificação imediata, realizada em até 24 horas após o atendimento é:
Sarampo = Notificação IMEDIATA (24h) para as três esferas de gestão.
Doenças com alto potencial de disseminação ou em fase de erradicação/eliminação, como o sarampo, exigem notificação imediata para bloqueio vacinal e controle de surtos.
A Lista Nacional de Notificação Compulsória de doenças, agravos e eventos de saúde pública é definida pelo Ministério da Saúde e deve ser seguida por todos os profissionais de saúde. O sarampo, por ser uma doença exantemática febril de alta transmissibilidade e com impacto direto nas metas de eliminação, exige notificação imediata (em até 24 horas) para as secretarias municipais, estaduais e para o Ministério da Saúde. Essa agilidade é crucial para o desencadeamento das ações de vigilância, como a investigação epidemiológica e o bloqueio vacinal seletivo.
A notificação compulsória imediata é aquela realizada em até 24 horas após a suspeita clínica do agravo, por meio de comunicação rápida (telefone, e-mail ou sistema eletrônico) às autoridades de saúde. Ela é reservada para doenças com alto poder de transmissão, riscos de surtos, doenças em processo de erradicação ou eventos inusitados de saúde pública.
O sarampo é uma doença viral extremamente contagiosa e que estava em processo de eliminação nas Américas. Devido ao risco de surtos rápidos e à necessidade de realizar o bloqueio vacinal oportuno nos contatos (idealmente em até 72 horas), a notificação deve ser feita imediatamente após a suspeita clínica, sem aguardar confirmação laboratorial.
Doenças de curso crônico ou que não exigem ações de bloqueio imediato costumam ter notificação semanal. Exemplos comuns incluem a Tuberculose, Hanseníase, HIV/AIDS, Hepatites Virais e Dengue (em situações não epidêmicas ou sem sinais de alarme, dependendo do protocolo local, embora a lista nacional preveja fluxos específicos).
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