UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2020
“No período de 22/09/2019 a 14/12/2019 (SE 39-50), foram notificados 19.090 casos suspeitos de sarampo, destes, 2.710 (14,2%) foram confirmados, 11.056 (57,9%) estão em investigação e 5.324 (27,9%) foram descartados. Os casos confirmados nesse período representam 17% do total de casos confirmados no ano de 2019”. A notificação de casos de sarampo deve ocorrer:
Suspeita clínica de sarampo = Notificação imediata (em até 24h) para bloqueio vacinal.
O sarampo é uma doença de notificação compulsória imediata diante de qualquer suspeita clínica, visando a implementação rápida de medidas de controle e bloqueio vacinal.
O sarampo é uma doença viral aguda, grave e extremamente contagiosa. A transmissão ocorre de pessoa a pessoa, por meio de secreções nasofaríngeas expelidas ao tossir, espirrar ou falar. O vírus pode permanecer em suspensão no ar por várias horas em ambientes fechados. Devido ao alto potencial de transmissibilidade (R0 elevado), a vigilância epidemiológica deve ser sensível e ágil. A estratégia de controle baseia-se na vacinação (Tríplice Viral) e na detecção precoce de casos. A notificação negativa semanal também é uma ferramenta de vigilância em áreas de risco. O médico assistente tem papel fundamental na identificação do exantema cefalocaudal e das manchas de Koplik, embora estas últimas sejam patognomônicas mas fugazes, não devendo sua ausência descartar a suspeita.
A notificação deve ser feita imediatamente, em até 24 horas após a suspeita clínica. Não se deve aguardar exames laboratoriais ou a confirmação do caso para notificar às autoridades de saúde. Qualquer indivíduo, independente da idade ou estado vacinal, que apresente febre e exantema maculopapular generalizado acompanhado de um ou mais dos sintomas (tosse, coriza ou conjuntivite) deve ser considerado um caso suspeito.
A rapidez na notificação é crucial para que a equipe de vigilância epidemiológica realize a investigação em até 48 horas e execute o bloqueio vacinal seletivo em até 72 horas nos contatos do caso suspeito. Como o sarampo é altamente contagioso, o atraso na notificação pode resultar em surtos de grandes proporções, especialmente em populações com baixas coberturas vacinais.
De acordo com o Ministério da Saúde, um caso suspeito é todo indivíduo que apresente febre e exantema maculopapular (não vesicular), acompanhados de um ou mais dos seguintes sinais: tosse, coriza ou conjuntivite, independentemente da idade e da situação vacinal. Também é considerado suspeito qualquer indivíduo que tenha tido contato com um caso confirmado de sarampo nos últimos 30 dias e apresente os mesmos sintomas.
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