HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2020
Sobre a Esquistossomose Mansônica assinale a alternativa INCORRETA:
Esquistossomose Mansônica = doença de notificação compulsória em TODO o território nacional.
A Esquistossomose Mansônica é uma doença de notificação compulsória em todo o território nacional, independentemente da área ser endêmica ou não. Isso é crucial para a vigilância epidemiológica e o controle da doença, permitindo monitorar sua distribuição e incidência.
A Esquistossomose Mansônica, causada pelo parasita Schistosoma mansoni, é uma doença tropical negligenciada de grande importância em saúde pública no Brasil. Sua epidemiologia está intrinsecamente ligada à presença do caramujo do gênero Biomphalaria, hospedeiro intermediário, e à falta de saneamento básico, que favorece a contaminação da água com ovos do parasita. A compreensão do ciclo biológico e das formas clínicas é fundamental para o diagnóstico e manejo. O diagnóstico da esquistossomose pode ser feito por exames parasitológicos de fezes, como o Kato-Katz, que identifica os ovos. As manifestações clínicas variam desde formas assintomáticas até graves, como a hepatoesplênica e as ectópicas, sendo a neuroesquistossomose uma das mais sérias. O tratamento é geralmente feito com Praziquantel, e o diagnóstico diferencial com outras parasitoses intestinais é crucial. Um ponto crítico para residentes é que a Esquistossomose Mansônica é uma doença de notificação compulsória em todo o território nacional, e não apenas em áreas endêmicas. Isso reflete a necessidade de vigilância constante para monitorar a dispersão da doença e guiar as ações de prevenção e controle, que incluem educação em saúde, controle de moluscos e melhoria do saneamento.
As principais formas clínicas incluem a intestinal, hepatoesplênica e ectópicas, como a neuroesquistossomose, que é a mais grave.
A notificação compulsória em todo o território nacional permite o monitoramento epidemiológico da doença, a identificação de novas áreas de transmissão e a implementação de medidas de controle eficazes.
As medidas incluem educação em saúde, controle dos caramujos hospedeiros intermediários (Biomphalaria), saneamento básico adequado e tratamento dos indivíduos infectados.
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