ENARE/ENAMED — Prova 2023
M.J.F., 42 anos, procura UBS com queixa de febre, mialgia, cefaleia e dor retrorbital há 2 dias. Relata que, na sua rua, ocorreram vários casos semelhantes nesta semana. Após diagnosticar o caso de dengue e propor tratamento, cabe aos profissionais da UBS
Dengue é doença de notificação compulsória → Notificação semanal + ações de prevenção na comunidade.
A dengue é uma doença de notificação compulsória que exige vigilância epidemiológica contínua. Além do tratamento individual, os profissionais da UBS têm o papel crucial de notificar os casos e promover ações de educação e prevenção na comunidade para controlar a disseminação da doença.
A dengue é uma arbovirose de grande impacto na saúde pública brasileira, causada por um dos quatro sorotipos do vírus da dengue e transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Caracteriza-se por febre, mialgia, cefaleia, dor retrorbital e, em casos mais graves, pode evoluir para formas hemorrágicas e choque. A vigilância epidemiológica é crucial para o controle da doença. A notificação de casos suspeitos e confirmados de dengue é compulsória e fundamental para o sistema de saúde. Ela permite o monitoramento da situação epidemiológica, a identificação de áreas de risco e a implementação de medidas de controle do vetor. A notificação deve ser realizada de forma contínua, geralmente semanalmente, para alimentar os sistemas de informação em saúde. Além do manejo clínico individual, os profissionais da Unidade Básica de Saúde (UBS) desempenham um papel central na prevenção e controle da dengue. Isso inclui a educação da comunidade sobre a eliminação de focos do mosquito, a promoção de hábitos saudáveis e a organização de grupos de orientação, visando reduzir a incidência da doença e evitar surtos.
A notificação permite que as autoridades de saúde monitorem a incidência da doença, identifiquem surtos, avaliem a circulação viral e planejem e implementem ações de controle vetorial e prevenção em nível comunitário.
Os casos de dengue são de notificação compulsória e devem ser notificados semanalmente às autoridades de saúde, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde e secretarias estaduais e municipais.
Além da notificação, devem realizar o manejo clínico adequado dos pacientes, identificar sinais de alarme, e promover ativamente a educação em saúde e ações de controle do vetor Aedes aegypti na comunidade.
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