Notificação de Intoxicação e Transtorno Mental Ocupacional

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Um homem de 42 anos, técnico de manutenção em uma indústria de defensivos agrícolas há 8 anos, procura o Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST) após encaminhamento da rede de atenção primária. O paciente relata que, há 5 dias, durante o reparo de uma tubulação, sofreu exposição cutânea maciça a compostos organofosforados devido ao rompimento de uma válvula. Na ocasião, foi atendido em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com quadro de miose, bradicardia e sialorreia, sendo estabilizado e liberado após 24 horas de observação. Atualmente, queixa-se de fraqueza muscular proximal, tremores finos e choro fácil, relatando medo intenso de retornar ao ambiente laboral e insônia. O médico do CEREST identifica sinais compatíveis com a 'Síndrome Intermediária' e diagnostica um episódio depressivo reativo ao evento traumático. Considerando as normas vigentes da Lista Nacional de Notificação Compulsória de doenças, agravos e eventos de saúde pública, a conduta correta quanto à vigilância epidemiológica é:

Alternativas

  1. A) Emitir a notificação do transtorno mental em até 24 horas devido ao risco de cronificação e a notificação da intoxicação em até 7 dias, conforme o fluxo de agravos crônicos do SINAN.
  2. B) Notificar a intoxicação exógena e o acidente de trabalho grave em caráter semanal, delegando ao serviço social da empresa a responsabilidade pela abertura da Comunicação de Acidente de Trabalho.
  3. C) Proceder com a notificação imediata de ambos os agravos (intoxicação e transtorno mental) ao Ministério da Saúde, dado que o CEREST funciona como unidade sentinela de alta complexidade.
  4. D) Realizar a notificação compulsória imediata da intoxicação exógena à Secretaria Municipal de Saúde e a notificação semanal do transtorno mental relacionado ao trabalho.

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