Doenças de Notificação Compulsória: Prazos e Condutas

UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2019

Enunciado

Quanto à vigilância e controle de doenças e agravos de notificação compulsória, considere as afirmativas abaixo: 1. Médicos devem notificar todos os casos suspeitos de tuberculose imediatamente, preenchendo a ficha de notificação. 2. Ao atender um paciente que manipulou, sem proteção, um morcego que foi encontrado no chão, o médico deve notificar o caso e indicar soro e vacina. 3. Surtos de qualquer doença devem ser notificados imediatamente às autoridades de saúde. 4. Para um paciente tabagista com doença pulmonar obstrutiva crônica que interna no hospital com dispneia, prostrado, saturação de O2 de 80%, história de febre e tosse há dois dias, o médico que o atende, além de outras medidas, deve notificar como suspeita de influenza com síndrome respiratória aguda grave, orientar a coleta de secreção de nasofaringe e prescrever oseltamivir. Assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Somente a afirmativa 3 é verdadeira.
  2. B) Somente as afirmativas 1 e 4 são verdadeiras. 
  3. C) Somente as afirmativas 1, 2 e 3 são verdadeiras. 
  4. D) Somente as afirmativas 1, 2 e 4 são verdadeiras. 
  5. E) Somente as afirmativas 2, 3 e 4 são verdadeiras. 

Pérola Clínica

Notificação compulsória: Tuberculose (semanal), Raiva (imediata), Surtos (imediata), SRAG por Influenza (imediata + tratamento).

Resumo-Chave

A notificação compulsória é essencial para a vigilância epidemiológica. Casos suspeitos de raiva (exposição a morcego), surtos de qualquer doença e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por Influenza exigem notificação imediata e condutas específicas, enquanto a tuberculose tem notificação semanal.

Contexto Educacional

A vigilância e controle de doenças e agravos de notificação compulsória são pilares da saúde pública, permitindo o monitoramento epidemiológico, a implementação de medidas de controle e a prevenção de surtos. Médicos e outros profissionais de saúde têm um papel fundamental nesse processo, sendo responsáveis pela identificação e notificação correta dos casos. É crucial conhecer os prazos e as condutas específicas para cada agravo. Enquanto a tuberculose, por exemplo, exige notificação semanal, casos de exposição a morcegos (com risco de raiva), surtos de qualquer doença e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por Influenza demandam notificação imediata. A notificação imediata permite uma resposta rápida das autoridades de saúde para conter a disseminação e iniciar intervenções. Para casos como a exposição a morcegos, a profilaxia pós-exposição para raiva (soro e vacina) é vital. Em SRAG por Influenza, além da notificação e coleta de amostras, o tratamento com oseltamivir é indicado, especialmente se iniciado precocemente. O conhecimento dessas diretrizes é indispensável para a prática clínica e para a saúde coletiva.

Perguntas Frequentes

Quais são os prazos de notificação para as principais doenças compulsórias?

As doenças de notificação compulsória podem ter prazos imediatos (em até 24 horas), como raiva, surtos e SRAG, ou semanais, como a tuberculose. É fundamental consultar a lista atualizada do Ministério da Saúde para cada agravo.

Qual a conduta para um paciente exposto a morcego sem proteção?

A conduta para exposição a morcego sem proteção é a notificação imediata do caso e a indicação de profilaxia pós-exposição para raiva, que inclui a administração de soro antirrábico e vacina antirrábica, devido ao alto risco de transmissão viral.

Quando se deve notificar um caso de SRAG por Influenza e qual o tratamento?

Um caso de SRAG com suspeita de Influenza deve ser notificado imediatamente. Além das medidas de suporte, a coleta de secreção de nasofaringe para diagnóstico viral e a prescrição de oseltamivir (preferencialmente nas primeiras 48 horas do início dos sintomas) são condutas essenciais.

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