Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2015
Assinale abaixo a afirmativa CORRETA.
Noradrenalina = agonista alfa predominante, vasoconstrição, choque séptico/neurogênico.
A noradrenalina é um potente agonista alfa-adrenérgico, causando vasoconstrição periférica e aumento da pressão arterial, sendo a droga de escolha para o manejo do choque séptico e neurogênico refratário à fluidoterapia.
As drogas vasoativas são fármacos essenciais no manejo de pacientes críticos, especialmente em estados de choque, onde o objetivo é restaurar a perfusão tecidual e a pressão arterial. Cada droga possui um perfil de ação distinto sobre os receptores adrenérgicos (alfa-1, beta-1, beta-2) e dopaminérgicos, determinando suas indicações e efeitos colaterais. A noradrenalina é um potente vasoconstritor (agonista alfa-1 predominante) com algum efeito inotrópico (beta-1), sendo a primeira escolha para o choque séptico e neurogênico, visando aumentar a resistência vascular sistêmica e a pressão arterial. A dobutamina é um inotrópico puro (agonista beta-1 predominante), utilizada para melhorar o débito cardíaco em choques cardiogênicos ou estados de baixo débito. A dopamina possui efeitos dose-dependentes, atuando em receptores dopaminérgicos (baixas doses), beta-1 (doses médias) e alfa-1 (altas doses), mas seu uso é menos frequente que noradrenalina e dobutamina. A adrenalina (epinefrina) é um agonista alfa e beta, com efeitos mais pronunciados em beta-1 e beta-2 em baixas doses e alfa em doses mais altas, sendo crucial no choque anafilático e na parada cardiorrespiratória. O conhecimento aprofundado desses perfis é vital para a prática clínica e provas de residência.
A noradrenalina é um agonista alfa-adrenérgico predominante, causando vasoconstrição periférica e aumento da pressão arterial. É a droga de escolha para o choque séptico e neurogênico.
Não, a dobutamina é primariamente um agonista beta-1, com efeito inotrópico positivo (aumenta a contratilidade cardíaca). Sua ação beta-2 é mínima e não confere potente broncodilatação.
Embora a dopamina tenha receptores dopaminérgicos renais, seu uso em 'doses renais' para profilaxia ou tratamento da insuficiência renal aguda não demonstrou benefício e não é recomendado.
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