SMS Campo Grande - Secretaria Municipal de Saúde (MS) — Prova 2023
Durante o trabalho de parto, o preceptor faz um toque vaginal na paciente e diz ao residente que o feto está em OET. Essa nomenclatura obstétrica permite descrever as relações entre o feto e a gestante e, nesse caso, a letra T faz referência à:
OET (Occipito Esquerda Transversa) → O = Apresentação, E = Posição, T = Variedade de Posição Fetal.
A nomenclatura obstétrica para descrever a posição fetal durante o trabalho de parto é composta por três letras: a primeira indica a apresentação fetal (O = occipital, S = sacra, P = podálica, M = mento), a segunda indica a posição do dorso fetal em relação ao lado materno (E = esquerda, D = direita) e a terceira letra indica a variedade de posição, que é a relação da parte de referência da apresentação fetal com os pontos da bacia materna (A = anterior, P = posterior, T = transversa).
A nomenclatura obstétrica é uma ferramenta essencial para descrever a relação entre o feto e a pelve materna, orientando o acompanhamento do trabalho de parto e a identificação de possíveis distocias. Compreender cada termo é fundamental para residentes em Ginecologia e Obstetrícia. A descrição "OET" é um exemplo clássico dessa nomenclatura. A primeira letra refere-se à apresentação fetal, que é a parte do feto que se apresenta ao estreito superior da pelve materna. "O" significa occipital, indicando que a cabeça fetal está apresentada e a parte de referência é o occipital. Outras apresentações comuns incluem sacra (S) para pélvica, mento (M) para face e acrômio (A) para córmica. A segunda letra indica a posição do dorso fetal em relação ao lado da pelve materna. "E" significa esquerda, indicando que o dorso fetal está voltado para o lado esquerdo da mãe. "D" indicaria o lado direito. A terceira letra, e ponto central da questão, refere-se à variedade de posição fetal. Esta descreve a relação da parte de referência da apresentação (no caso, o occipital) com os pontos cardinais da bacia materna (anterior, posterior, transversa). "T" significa transversa, indicando que o occipital está voltado para um dos lados da pelve materna. Outras variedades incluem anterior (A), posterior (P), ou oblíquas. O domínio dessa nomenclatura permite ao residente uma comunicação precisa e uma avaliação adequada da progressão do trabalho de parto.
A primeira letra (O) indica a apresentação (occipital); a segunda (E) indica a posição do dorso fetal em relação ao lado materno (esquerda); e a terceira (T) indica a variedade de posição, que é a relação da parte de referência fetal com os pontos da bacia materna (transversa).
Situação fetal é a relação do maior eixo fetal com o maior eixo materno (longitudinal, transversa, oblíqua). Apresentação é a parte fetal que se apresenta à bacia materna (cefálica, pélvica, córmica). Posição é a relação do dorso fetal com o lado materno (direito ou esquerdo). Variedade de posição é a relação da parte de referência da apresentação com os pontos da bacia materna.
Determinar a variedade de posição fetal é crucial para prever o mecanismo de parto, identificar distocias (como as posições posteriores ou transversas persistentes) e planejar intervenções, se necessário, garantindo um parto seguro.
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