HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2023
Renata, 36 anos, chega para sua primeira consulta de pré-natal após engravidar novamente. Durante a anamnese obstétrica, o médico responsável pelo atendimento descobre que ela tem 3 filhos vivos, além de ter tido uma perda gestacional de 1º trimestre, um aborto provocado com medicamentos na adolescência e um filho que sofreu morte intra-útero, com cerca de 35 semanas de gestação, sendo realizada indução de um parto vaginal. Dos seus filhos vivos, o primeiro nasceu de parto normal e os dois próximos foram gêmeos, que nasceram por parto cesárea. Em relação à nomenclatura "gesta, para e aborto", essa paciente é:
Gesta = total de gestações; Para = partos ≥ 20 sem/500g; Aborto = perdas < 20 sem/500g.
A classificação Gesta (G), Para (P) e Aborto (A) é fundamental na anamnese obstétrica para resumir a história reprodutiva da paciente. G conta todas as gestações, P conta partos de fetos viáveis (vivos ou mortos), e A conta perdas gestacionais precoces.
A nomenclatura Gesta (G), Para (P) e Aborto (A) é um pilar da anamnese obstétrica, essencial para a compreensão da história reprodutiva da paciente e para a avaliação de riscos em gestações futuras. G representa o número total de gestações, incluindo a atual, gestações que resultaram em nascidos vivos, natimortos e abortos. P refere-se ao número de partos de fetos que atingiram a viabilidade (geralmente ≥ 20 semanas de gestação ou peso ≥ 500g), independentemente de terem nascido vivos ou mortos. A, por sua vez, contabiliza as perdas gestacionais antes da viabilidade. A correta aplicação dessa nomenclatura é crucial para a prática clínica e para provas de residência. É importante lembrar que uma gestação múltipla (como gêmeos) conta como uma única gestação (G) e um único parto (P), pois representa um único evento gestacional e de parto. A morte fetal intrauterina após 20 semanas é contabilizada como um "Para", enquanto abortos espontâneos ou induzidos antes de 20 semanas são contados como "Aborto". Dominar a classificação GPA permite ao médico identificar rapidamente pacientes com histórico de perdas gestacionais, partos prematuros ou outras complicações, orientando a conduta e o acompanhamento pré-natal. A precisão na coleta desses dados é fundamental para um cuidado obstétrico de qualidade e para a prevenção de desfechos adversos.
Gesta é o número total de gestações. Para é o número de partos de fetos com idade gestacional ≥ 20 semanas ou peso ≥ 500g, vivos ou mortos. Aborto é o número de perdas gestacionais < 20 semanas ou peso < 500g.
Uma gestação de gêmeos (ou múltiplos) conta como um único "Para", pois representa um único evento de parto, independentemente do número de fetos nascidos.
A classificação GPA fornece um resumo rápido e padronizado da história obstétrica da paciente, auxiliando na avaliação de riscos e no planejamento do cuidado pré-natal e do parto.
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