ACR TI-RADS: Entenda os Critérios de Risco para Nódulos Tireoidianos

Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2024

Enunciado

Nódulos de tireoide são alterações comumente encontrados ao exame de ultrassonografia da tireoide, é sabido que 90% dos nódulos tireoidianos encontrados em exames de rotina de ultrassonografia são benignos, portanto, a minoria destes nódulos é suspeito para doença maligna. O ACR TI-RADS classifica o risco de malignidade de nódulos tireoidianos com base em achados ultrassográficos que são citados abaixo, EXCETO.

Alternativas

  1. A) Presença de vascularização (periférica , central , periférica maior que central , central maior que periférica).
  2. B) Características físicas e dimensões do nódulo (solido, cístico ou misto, espongiforme mais largo que alto ou mais alto que largo).
  3. C) Presença de calcificações (microcalcificações, macrocalcificações, calcificação periférica).
  4. D) Característica ecografia do nódulo (hipoecogênico, isoecogênico ou hiperecogênico).

Pérola Clínica

TI-RADS classifica nódulos tireoidianos por composição, ecogenicidade, forma, margens e calcificações, não vascularização.

Resumo-Chave

O sistema ACR TI-RADS padroniza a avaliação de nódulos tireoidianos por ultrassonografia, atribuindo pontos a características como composição, ecogenicidade, forma, margens e calcificações para estimar o risco de malignidade. A vascularização, embora avaliada, não é um critério de pontuação direto no sistema.

Contexto Educacional

Nódulos tireoidianos são achados comuns, com a vasta maioria sendo benigna. A ultrassonografia é o método de imagem primário para sua avaliação, e o sistema ACR TI-RADS (Thyroid Imaging, Reporting and Data System) foi desenvolvido para padronizar a descrição e estratificar o risco de malignidade, auxiliando na decisão de realizar biópsia. Este sistema é crucial para a prática clínica e para provas de residência, pois orienta a conduta baseada em evidências. O ACR TI-RADS atribui pontos a cinco categorias de achados ultrassonográficos: composição (cístico, espongiforme, misto, sólido), ecogenicidade (anecoico, isoecoico, hiperecoico, hipoecoico, marcadamente hipoecoico), forma (mais alto que largo), margens (lisas, mal definidas, lobuladas/irregulares, extra-tireoidianas) e focos ecogênicos (artefato, macrocalcificações, calcificação periférica, microcalcificações). A soma desses pontos determina a categoria TI-RADS, que varia de TR1 (0 pontos, benigno) a TR5 (≥7 pontos, altamente suspeito), com recomendações específicas para acompanhamento ou biópsia. É fundamental que residentes e estudantes compreendam que, embora a vascularização seja um achado ultrassonográfico relevante, ela não é um critério de pontuação direto no sistema ACR TI-RADS. A correta aplicação do TI-RADS minimiza biópsias desnecessárias de nódulos benignos e garante a investigação adequada de nódulos suspeitos, otimizando o manejo do paciente e a alocação de recursos. O domínio desses critérios é essencial para a prática da endocrinologia e radiologia.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais achados ultrassonográficos que pontuam no ACR TI-RADS?

Os principais achados que pontuam no ACR TI-RADS incluem composição do nódulo (sólido, cístico, misto), ecogenicidade (hipoecoico, isoecoico, hiperecoico), forma (mais alto que largo), margens (irregulares, espiculadas) e presença de calcificações (microcalcificações, macrocalcificações, periféricas).

Por que a vascularização não é um critério de pontuação direto no ACR TI-RADS?

Embora a vascularização seja um achado importante na avaliação ultrassonográfica de nódulos tireoidianos, o ACR TI-RADS optou por não incluí-la como um critério de pontuação direto devido à sua menor especificidade e variabilidade na interpretação, focando em características morfológicas mais robustas.

Como o escore final do ACR TI-RADS se relaciona com o risco de malignidade?

O escore final do ACR TI-RADS varia de TR1 (benigno) a TR5 (altamente suspeito), com cada categoria indicando um risco crescente de malignidade. Nódulos com escores mais altos geralmente requerem punção aspirativa por agulha fina (PAAF) para confirmação diagnóstica.

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