FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2024
Sobre as manifestações clínicas articulares e extra-articulares da Artrite Reumatoide (AR):I. Caracteristicamente, a dor é de ritmo inflamatório, piorando ao longo do dia e melhorando à noite, além de piorar ao longo de exercícios físicos.II. Os nódulos subcutâneos são as manifestações extra-articulares mais frequentes e localizam-se habitualmente sobre superfícies extensoras articulares, áreas submetidas à pressão e, mais raramente, em olhos, pulmões e cordas vocais.III. O derrame pleural da AR possui exsudato que apresenta, frequentemente, pH alto (> 7,6), glicose aumentada (> 40 mg/dL), DHL diminuída (< 1000 UI/L) e dosagem do fator reumatoide não reagente. Das proposições acima:
Nódulos reumatoides são as manifestações extra-articulares mais comuns da AR, localizados em superfícies extensoras e áreas de pressão.
A dor inflamatória da AR tipicamente melhora com o movimento e piora com o repouso, sendo mais intensa pela manhã. O derrame pleural da AR é um exsudato com pH baixo, glicose baixa e DHL elevada, e frequentemente com fator reumatoide positivo no líquido.
A Artrite Reumatoide (AR) é uma doença autoimune sistêmica que se manifesta não apenas nas articulações, mas também em diversos órgãos e sistemas. Para o residente, é crucial compreender tanto as características da dor articular quanto as manifestações extra-articulares. A dor na AR é tipicamente de ritmo inflamatório, o que significa que piora com o repouso prolongado (especialmente pela manhã, com rigidez matinal prolongada) e melhora com a atividade física, ao contrário da dor mecânica. Os nódulos reumatoides são as manifestações extra-articulares mais comuns, presentes em cerca de 20-30% dos pacientes, especialmente aqueles com doença mais grave e fator reumatoide positivo. Eles se localizam predominantemente em superfícies extensoras e áreas de pressão, mas podem ocorrer em órgãos internos como pulmões e coração. O derrame pleural é uma manifestação pulmonar importante da AR, caracterizando-se como um exsudato com achados laboratoriais específicos: pH baixo, glicose baixa e DHL elevada. Além disso, o fator reumatoide pode estar presente no líquido pleural. A compreensão dessas características é fundamental para o diagnóstico diferencial e manejo adequado das complicações da AR.
A dor inflamatória na AR é caracteristicamente pior pela manhã e após períodos de repouso, melhorando com a atividade física. Já a dor mecânica piora com o movimento e melhora com o repouso.
O derrame pleural da AR é um exsudato com pH baixo (< 7,2), glicose baixa (< 40 mg/dL), DHL elevada e, frequentemente, com níveis elevados de fator reumatoide e células mesoteliais no líquido pleural.
Outras manifestações extra-articulares incluem vasculite reumatoide, síndrome de Sjögren secundária, doença pulmonar intersticial, pericardite, esclerite e anemia de doença crônica.
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