HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2020
No contexto de achado de nódulo ou nódulos hepáticos em exame de ultrassonografia e, na proposta principal de exclusão de neoplasia maligna, deve-se levar em consideração. EXCETO que
Adenomas hepáticos: relação com contraceptivos orais, risco de sangramento/malignização, seguimento com RM.
Adenomas hepáticos têm forte relação com o uso de contraceptivos orais e obesidade, mas a afirmação de que têm estreita relação com mutações nos genes APC e p53 e apresentação comum como lesões grandes e hipervascularizadas com necrose é mais característica do carcinoma hepatocelular ou de subtipos específicos de adenomas com risco de malignização, e não uma generalização para todos os adenomas.
A detecção de nódulos hepáticos em exames de imagem, como a ultrassonografia, é um achado comum e frequentemente gera preocupação devido à necessidade de excluir neoplasia maligna. O diagnóstico diferencial entre lesões benignas e malignas é crucial e baseia-se em características clínicas, epidemiológicas e de imagem. As lesões hepáticas benignas mais comuns incluem hemangiomas, hiperplasia nodular focal (HNF) e adenomas hepáticos. Hemangiomas são os tumores hepáticos benignos mais frequentes, predominando no sexo feminino e tipicamente apresentando-se como lesões hiperecogênicas na ultrassonografia. A hiperplasia nodular focal (HNF) é o segundo tumor hepático benigno mais comum, especialmente em mulheres jovens, e é caracterizada por uma cicatriz central estrelada em exames como a ressonância magnética, sendo geralmente assintomática e de curso benigno. Adenomas hepáticos, por sua vez, têm uma forte associação com o uso de contraceptivos orais e obesidade. Embora geralmente benignos, apresentam risco de sangramento e, em menor grau, de transformação maligna, especialmente se forem grandes (>5 cm). A afirmação de que adenomas hepáticos têm estreita relação com mutações genéticas (gene APC e p53) e se apresentam comumente como lesões grandes, hipervascularizadas e com áreas de necrose é incorreta como uma generalização. Embora alguns subtipos de adenomas (como os inflamados ou os com mutação no gene beta-catenina) possam ter maior risco de malignização e apresentar características mais agressivas, as mutações em APC e p53 são mais classicamente associadas ao carcinoma hepatocelular (HCC). O HCC é a principal neoplasia maligna primária do fígado e frequentemente surge em fígados cirróticos, apresentando-se com características de hipervascularização e, por vezes, necrose. Portanto, é essencial diferenciar as características de cada lesão para um manejo adequado.
Hemangiomas são os tumores hepáticos benignos mais comuns, geralmente aparecem como lesões hiperecogênicas, bem delimitadas, e podem ser únicos ou múltiplos. São mais prevalentes em mulheres.
A HNF é comum em mulheres jovens, frequentemente associada ao uso de contraceptivos orais. Caracteriza-se por uma cicatriz central estrelada na ressonância magnética e tem um comportamento benigno, geralmente não necessitando de intervenção.
Adenomas hepáticos têm uma forte associação com o uso de contraceptivos orais, especialmente em altas doses e por tempo prolongado. A interrupção do contraceptivo pode levar à regressão da lesão. Há risco de sangramento e, em casos raros, de transformação maligna, especialmente em lesões maiores.
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