CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2021
Paciente do sexo feminino, 45 anos, vem à consulta porque palpou nodulação na região anterior do pescoço. Nega dor local, disfagia e disfonia. Nega histórico de neoplasias na família e de doenças cervicais prévias, porém refere discreta perda de peso e fadiga progressiva há cerca de 1 ano. Ao exame físico, a paciente apresenta-se ansiosa, emagrecida, taquicárdica e hipertensa. Apresenta pequeno nódulo sólido palpável em lobo direito da tireoide, que é móvel à deglutição. Não há linfadenomegalia cervical palpável. Solicitada a dosagem dos hormônios tireoidianos, observou-se elevados níveis de T3 e T4 livre e baixos níveis de TSH.Sobre a condução deste caso, assinale a alternativa CORRETA:
Nódulo tireoidiano com hipertireoidismo (TSH baixo, T3/T4 altos) e hipercaptação na cintilografia sugere adenoma tóxico, com lobectomia como opção.
A paciente apresenta um nódulo tireoidiano com sinais de tireotoxicose (TSH baixo, T3/T4 elevados). A cintilografia tireoidiana é crucial para diferenciar nódulos "quentes" (hiperfuncionantes) de "frios" (hipofuncionantes). Um nódulo hipercaptante em uma tireoide hipocaptante é característico de um adenoma tóxico, e a lobectomia é uma opção terapêutica eficaz.
A avaliação de um nódulo tireoidiano em um paciente com hipertireoidismo (TSH baixo, T3/T4 elevados) é um cenário clínico comum e desafiador. A paciente descrita apresenta sintomas de tireotoxicose e um nódulo palpável, sugerindo um nódulo tireoidiano tóxico, como um adenoma tóxico ou um bócio multinodular tóxico. A importância reside em diferenciar a causa do hipertireoidismo e excluir malignidade. A fisiopatologia do adenoma tóxico envolve uma mutação somática nas células tireoidianas que as torna autônomas na produção de hormônios, independentemente do estímulo do TSH. O diagnóstico é guiado pela clínica, exames hormonais e, crucialmente, pela cintilografia tireoidiana. A cintilografia mostrará um nódulo hipercaptante ("quente") com supressão da captação no restante do tecido tireoidiano ("frio"), confirmando a natureza tóxica do nódulo. Nódulos "quentes" têm um risco muito baixo de malignidade, tornando a PAAF desnecessária na maioria dos casos. As opções de tratamento para o adenoma tóxico incluem a terapia com iodo radioativo (I-131), que é eficaz e minimamente invasiva, ou a cirurgia (lobectomia ou tireoidectomia total). A lobectomia tireoidiana é uma opção terapêutica adequada para nódulos únicos e bem definidos, oferecendo cura e preservando parte da função tireoidiana. Drogas antitireoidianas podem ser usadas para controle inicial dos sintomas, mas não são curativas para o nódulo autônomo.
A cintilografia diferencia nódulos "quentes" (hipercaptantes), que são funcionantes e geralmente benignos, de nódulos "frios" (hipocaptantes), que são não funcionantes e têm maior risco de malignidade.
A PAAF é indicada para nódulos "frios" ou iso/normocaptantes na cintilografia, ou para nódulos com características suspeitas na ultrassonografia, para avaliar a presença de malignidade.
As opções incluem iodo radioativo (terapia com I-131), cirurgia (lobectomia ou tireoidectomia total) e, menos comumente, drogas antitireoidianas para controle dos sintomas. A escolha depende de fatores como tamanho do nódulo e preferência do paciente.
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