Nódulo Tireoidiano: PAAF e USG na Estratificação de Risco

UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2020

Enunciado

Nódulos tireoidianos são encontrados, frequentemente, na prática médica, e representam a principal manifestação clínica de uma série de doenças tireoidianas. Sobre as condutas no nódulo tireoidiano, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas

  1. A) Embora a ultrassonografia e/ou ultrassonografia com Doppler auxiliem na estratificação do risco de malignidade do nódulo tireoidiano, elas não substituem a punção aspirativa.
  2. B) A investigação da doença nodular da tireoide deve iniciar- se com exame de ressonância magnética.
  3. C) A Punção Aspirativa por Agulha Fina (PAAF), em nódulos tireoidianos, é o exame pouco acurado para se distinguir a natureza maligna ou benigna dos referidos nódulos, sendo optado pelo seguimento apenas com exames de imagem em todos os casos.
  4. D) Pacientes com nódulo maior que 3 cm e função tireoidiana normal devem ter seu nódulo puncionado. Nódulos menores que 3 cm deverão ser puncionados se apresentarem sinais de suspeita de malignidade à ultrassonografia.
  5. E) A tomografia computadorizada tem indicação na detecção de malignidade na doença nodular da tireoide, por sua alta sensibilidade.

Pérola Clínica

USG/Doppler estratifica risco de nódulo tireoidiano, mas PAAF é essencial para diagnóstico definitivo de malignidade.

Resumo-Chave

A ultrassonografia da tireoide, especialmente com Doppler, é crucial para a caracterização e estratificação do risco de malignidade dos nódulos. No entanto, ela é um exame de imagem e não fornece um diagnóstico histopatológico definitivo, sendo a Punção Aspirativa por Agulha Fina (PAAF) o método padrão ouro para essa finalidade.

Contexto Educacional

Nódulos tireoidianos são achados extremamente comuns na prática clínica, com prevalência que aumenta com a idade e a exposição a exames de imagem. A grande maioria desses nódulos é benigna, mas a principal preocupação é descartar a malignidade. A investigação adequada é crucial para evitar procedimentos desnecessários e garantir o diagnóstico precoce de câncer. A avaliação inicial de um nódulo tireoidiano começa com a dosagem de TSH para avaliar a função tireoidiana. Em seguida, a ultrassonografia (USG) da tireoide é o exame de imagem de escolha, pois permite caracterizar o nódulo (tamanho, número, ecogenicidade, presença de calcificações, margens, vascularização) e estratificar o risco de malignidade. A USG com Doppler auxilia na avaliação da vascularização. No entanto, a USG, por si só, não é diagnóstica de malignidade. A Punção Aspirativa por Agulha Fina (PAAF) guiada por ultrassom é o método mais acurado para distinguir nódulos benignos de malignos. A indicação da PAAF depende do tamanho do nódulo e dos achados ultrassonográficos suspeitos, seguindo sistemas de estratificação de risco como o TIRADS. Outros exames de imagem, como tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética (RM), não são rotineiramente utilizados para a investigação inicial de nódulos, sendo reservados para avaliação de extensão de doença ou compressão de estruturas adjacentes em casos selecionados.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais achados ultrassonográficos suspeitos de malignidade em nódulos tireoidianos?

Achados suspeitos incluem microcalcificações, margens irregulares, formato mais alto que largo, hipoecogenicidade acentuada, e vascularização predominantemente intranodular ao Doppler. A presença de múltiplos desses critérios aumenta o risco.

Quando a Punção Aspirativa por Agulha Fina (PAAF) é indicada para nódulos tireoidianos?

A PAAF é indicada para nódulos com critérios ultrassonográficos de alto ou intermediário risco, ou para nódulos maiores que um determinado tamanho (geralmente >1 cm para alto risco, >1.5-2 cm para risco intermediário) mesmo sem critérios de alto risco, dependendo das diretrizes.

Qual o papel da ressonância magnética e tomografia computadorizada na avaliação de nódulos tireoidianos?

A RM e a TC não são exames de primeira linha para a detecção ou estratificação de risco de malignidade de nódulos tireoidianos. São reservadas para casos específicos, como avaliação de extensão de doença em câncer já diagnosticado, invasão de estruturas adjacentes ou avaliação de linfonodos cervicais.

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