PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2022
Paulo, 41 anos, percebeu um “carocinho” no pescoço ao barbear-se e recorreu à UBS de seu bairro. A anamnese e interrogatório complementar não trazem dados significativos. O exame físico não apresenta alterações, exceto pela presença de nódulo no polo inferior do lobo esquerdo da tiroide, endurecido, indolor, com aproximadamente 1,5 cm de diâmetro. Você solicitou ultrassonografia cervical que evidenciou nódulo hipoecogênico único, de 1,6x1,4x1,0 cm, com alto fluxo intra-nodular ao Doppler. Neste caso, é CORRETO afirmar:
Nódulo tireoidiano hipercaptante + TSH ↓ + T4 livre ↑ → baixo risco de malignidade, PAAF geralmente não indicada.
Nódulos tireoidianos hiperfuncionantes, que captam iodo na cintilografia em um contexto de hipertireoidismo, raramente são malignos. Nestes casos, a PAAF é desnecessária, pois o tratamento visa a tireotoxicose.
A avaliação de nódulos tireoidianos é uma prática comum na clínica médica e endocrinologia. A prevalência de nódulos tireoidianos aumenta com a idade, sendo a maioria benigna. O objetivo principal da investigação é identificar os poucos nódulos malignos, que representam cerca de 5-10% dos casos, e evitar procedimentos invasivos desnecessários em nódulos benignos. A abordagem diagnóstica inicial envolve anamnese, exame físico, dosagem de TSH e ultrassonografia cervical. Se o TSH estiver suprimido, a cintilografia tireoidiana é indicada para determinar se o nódulo é hiperfuncionante ('quente') ou não ('frio'). Nódulos 'quentes' raramente são malignos e não necessitam de PAAF. Nódulos 'frios' ou aqueles com TSH normal/elevado e características suspeitas na ultrassonografia (hipoecogenicidade, microcalcificações, margens irregulares) devem ser submetidos à PAAF para avaliação citológica. O manejo subsequente depende do resultado da PAAF, guiado pela classificação de Bethesda. Nódulos benignos são acompanhados, enquanto os malignos ou indeterminados podem requerer cirurgia. A compreensão da sequência de investigação é fundamental para otimizar o diagnóstico e tratamento, evitando intervenções excessivas e garantindo a detecção precoce de câncer de tireoide.
A PAAF é geralmente contraindicada para nódulos tireoidianos hipercaptantes ('quentes') na cintilografia, especialmente quando associados a níveis de TSH diminuídos e T4 livre elevados, indicando um nódulo hiperfuncionante com baixo risco de malignidade.
A cintilografia tireoidiana é crucial para diferenciar nódulos 'quentes' (hiperfuncionantes) de 'frios' (hipofuncionantes). Nódulos 'quentes' têm risco mínimo de malignidade, enquanto nódulos 'frios' são mais suspeitos e frequentemente requerem PAAF.
Características ultrassonográficas suspeitas incluem hipoecogenicidade, microcalcificações, margens irregulares, forma mais alta que larga, e fluxo intranodular aumentado ao Doppler, indicando a necessidade de PAAF.
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