SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025
Um homem de 60 anos procura atendimento por um nódulo palpável na região anterior do pescoço, notado há algumas semanas. Sem queixas de dor, disfagia ou dispneia, o paciente está em bom estado geral. Ao exame, observa-se um nódulo firme e único no lobo direito da tireoide, sem linfonodos cervicais palpáveis. Exames laboratoriais mostram TSH de 4,0 mUI/L (Referência: 0,4–4,0 mUI/L) e T4 livre de 1,0 ng/dL (Referência: 0,8–1,8 ng/dL). A ultrassonografia de tireoide revela um nódulo no lobo direito de 1,6 x 1,7 cm, hipoecóico, com margens irregulares, microcalcificações e vascularização interna aumentada, classificado como TIRADS 4.Com base nas características do nódulo e nos achados laboratoriais, qual seria a próxima etapa mais apropriada no manejo?
Nódulo tireoidiano com TIRADS 4 (hipoecóico, margens irregulares, microcalcificações) e TSH normal → PAAF é a próxima etapa.
Um nódulo tireoidiano com características ultrassonográficas suspeitas (TIRADS 4 ou 5), como hipoecogenicidade, margens irregulares, microcalcificações e vascularização interna aumentada, mesmo com função tireoidiana normal, exige investigação citopatológica. A PAAF é o método de escolha para determinar a natureza benigna ou maligna do nódulo.
Nódulos tireoidianos são achados comuns na prática clínica, com prevalência que aumenta com a idade. A grande maioria é benigna, mas a preocupação principal é excluir malignidade, que ocorre em 5-10% dos casos. A avaliação inicial envolve história clínica, exame físico, dosagem de TSH e ultrassonografia cervical. A ultrassonografia é a ferramenta mais importante para caracterizar o nódulo, avaliando tamanho, ecogenicidade, margens, presença de calcificações e vascularização. Sistemas de classificação como o TIRADS (Thyroid Imaging Reporting and Data System) padronizam a descrição e estratificam o risco de malignidade, orientando a necessidade de PAAF. Nódulos TIRADS 4 apresentam risco intermediário de malignidade (5-20%) e geralmente requerem PAAF. A PAAF é o método mais eficaz para o diagnóstico citopatológico de nódulos tireoidianos, com alta sensibilidade e especificidade. Os resultados são classificados pelo sistema Bethesda, que guia a conduta subsequente, desde acompanhamento clínico até cirurgia. O tratamento com levotiroxina para reduzir o tamanho do nódulo é controverso e geralmente não recomendado para nódulos com características suspeitas.
Características suspeitas incluem hipoecogenicidade, margens irregulares ou espiculadas, presença de microcalcificações, forma mais alta que larga, e vascularização predominantemente central. Nódulos com essas características são classificados como TIRADS 4 ou 5.
A PAAF é indicada para nódulos com características suspeitas na ultrassonografia (TIRADS 4 ou 5), ou para nódulos maiores que 1 cm com características de baixo risco, ou ainda para nódulos de qualquer tamanho com crescimento documentado.
O TSH é importante para avaliar a função tireoidiana. Se o TSH estiver suprimido, o nódulo pode ser hiperfuncionante (quente), com menor risco de malignidade, e uma cintilografia pode ser considerada antes da PAAF. Com TSH normal ou elevado, a PAAF é a próxima etapa se houver características suspeitas.
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