UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2015
Mulher de 27 anos, assintomática, descobriu nódulo na região cervical. Foi submetida à ultrassonografia de tireoide, que evidenciou nódulo localizado no terço médio do lobo esquerdo. Era único, sólido, heterogêneo, predominantemente hipoecogênico, com microcalcificações e calcificações grosseiras, bem delimitado por fino halo hipoecogênico, medindo 2,3 x 1,8 x 1,5 cm. Para esta paciente, a conduta adequada é:
Nódulo tireoidiano com microcalcificações, hipoecogenicidade e calcificações grosseiras → alto risco de malignidade → PAAF guiada por USG.
As características ultrassonográficas descritas (hipoecogenicidade, microcalcificações, calcificações grosseiras, heterogeneidade) são marcadores de alto risco para malignidade em nódulos tireoidianos. Nesses casos, a PAAF guiada por ultrassonografia é a conduta inicial mais adequada para obter um diagnóstico citopatológico.
Nódulos tireoidianos são achados comuns na população geral, mas a maioria é benigna. A importância clínica reside na necessidade de identificar aqueles com potencial de malignidade, que representam cerca de 5-10% dos casos. A avaliação inicial de um nódulo tireoidiano inclui anamnese, exame físico, dosagem de TSH e, fundamentalmente, ultrassonografia cervical. A ultrassonografia é crucial para caracterizar o nódulo e estratificar o risco de malignidade. Características como hipoecogenicidade, microcalcificações, margens irregulares, formato "mais alto que largo" e fluxo intranodular são altamente sugestivas de malignidade. A presença de calcificações grosseiras também pode indicar risco. Com base nessas características, sistemas de classificação como o TIRADS (Thyroid Imaging Reporting and Data System) são utilizados para guiar a indicação de PAAF. A Punção Aspirativa por Agulha Fina (PAAF), preferencialmente guiada por ultrassonografia, é o método diagnóstico de escolha para nódulos com características suspeitas. Ela fornece material para análise citopatológica, que classifica o nódulo em categorias como benigno, maligno, indeterminado ou não diagnóstico, orientando a conduta subsequente, que pode variar de acompanhamento a cirurgia.
Características suspeitas de malignidade incluem hipoecogenicidade acentuada, margens irregulares, presença de microcalcificações, formato mais alto que largo, fluxo intranodular e, em alguns casos, calcificações grosseiras ou heterogeneidade.
A PAAF guiada por ultrassonografia é o método mais preciso para avaliar a citopatologia de nódulos tireoidianos, determinando se são benignos, malignos ou indeterminados. É crucial para evitar cirurgias desnecessárias e para planejar a conduta adequada em casos de malignidade.
A terapia de supressão com levotiroxina é geralmente considerada para nódulos benignos, especialmente em áreas com deficiência de iodo, com o objetivo de reduzir o tamanho do nódulo. Não é indicada para nódulos com características de alto risco de malignidade antes da PAAF.
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