UFPI/HU-UFPI - Hospital Universitário do Piauí - Teresina (PI) — Prova 2015
Das características ultrassonográficas abaixo, aquela que NÃO confere aos nódulos tireoidianos risco de malignidade é:
Nódulo tireoidiano: Ausência de fluxo ao Doppler NÃO indica malignidade; fluxo central ou periférico pode estar presente em nódulos benignos e malignos.
A ausência de fluxo ao Doppler colorido em um nódulo tireoidiano não é um critério de malignidade. Na verdade, a vascularização intranodular proeminente (fluxo central) é que pode ser um sinal suspeito, embora a presença de fluxo não seja exclusiva de malignidade.
A avaliação de nódulos tireoidianos é uma prática comum na endocrinologia, sendo a ultrassonografia o método de imagem de escolha para caracterizá-los. A maioria dos nódulos tireoidianos é benigna, mas uma pequena porcentagem pode ser maligna, tornando crucial a identificação de características suspeitas para guiar a conduta. A decisão de realizar uma punção aspirativa por agulha fina (PAAF) é baseada na combinação do tamanho do nódulo e nas características ultrassonográficas de risco. As características ultrassonográficas que aumentam a suspeita de malignidade incluem microcalcificações (pontos ecogênicos menores que 1 mm), hipoecogenicidade (nódulo mais escuro que o parênquima tireoidiano adjacente), margens irregulares ou microlobuladas, forma mais alta que larga (diâmetro anteroposterior maior que o transverso) e vascularização intranodular proeminente ao Doppler colorido. Estas características são incorporadas em sistemas de classificação como o TIRADS para estratificar o risco. Por outro lado, características como nódulos iso ou hiperecogênicos, margens regulares, presença de calcificações grosseiras (macrocalcificações) e ausência de fluxo ao Doppler não são tipicamente associadas a alto risco de malignidade. A ausência de fluxo ao Doppler, especificamente, não é um critério de risco; tanto nódulos benignos quanto malignos podem apresentar ou não vascularização. A avaliação cuidadosa dessas características é fundamental para a tomada de decisão clínica e para evitar biópsias desnecessárias.
Os principais sinais incluem microcalcificações, hipoecogenicidade, margens irregulares ou microlobuladas, forma mais alta que larga (diâmetro A-P > transverso) e vascularização intranodular proeminente.
O TIRADS (Thyroid Imaging Reporting and Data System) é um sistema de classificação que padroniza a descrição dos nódulos tireoidianos na ultrassonografia e atribui uma pontuação de risco de malignidade, auxiliando na decisão de indicar biópsia.
Não, a presença de fluxo ao Doppler não é exclusiva de malignidade. Nódulos benignos também podem apresentar vascularização. O padrão de fluxo (central ou periférico) e a intensidade podem ser mais relevantes, mas a ausência de fluxo não é um critério de risco.
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