Conduta em Nódulo Tireoidiano TIRADS 5 Menor que 1cm

FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2026

Enunciado

Paciente de 38 anos, gênero feminino, procura atendimento ambulatorial após realizar Ultrassom de tireoide feito pelo histórico familiar de carcinoma papilífero com evidência de nódulo tireoidiano de 0,9x0,7x0,6cm, em lobo esquerdo, TIRADS 5. Clinicamente está assintomática. Qual deve ser a conduta correta neste momento?

Alternativas

  1. A) Cintilografia de tireoide.
  2. B) PAAF guiada por US.
  3. C) Dosagem de TSH.
  4. D) Ultrassom anual.

Pérola Clínica

Nódulo TIRADS 5 < 1cm sem linfonodopatia ou invasão → Seguimento USG anual.

Resumo-Chave

Nódulos tireoidianos altamente suspeitos (TIRADS 5) menores que 1 cm não possuem indicação imediata de PAAF, a menos que haja sinais de agressividade local ou linfonodos suspeitos, visando evitar o sobrediagnóstico.

Contexto Educacional

O manejo de nódulos tireoidianos subcentimétricos é um tema central na endocrinologia para evitar o tratamento excessivo de microcarcinomas papilíferos que, em sua maioria, possuem comportamento indolente. O sistema ACR-TIRADS estratifica o risco baseado em composição, ecogenicidade, formato, margens e focos ecogênicos. Para nódulos TIRADS 5 (altamente suspeitos), o acompanhamento ultrassonográfico anual é a conduta padrão se o tamanho for inferior a 1,0 cm. A vigilância ativa tem se mostrado segura, reservando a intervenção apenas para casos com crescimento documentado ou sinais de invasão.

Perguntas Frequentes

Qual o ponto de corte para PAAF em nódulos TIRADS 5?

De acordo com o ACR-TIRADS, a Punção Aspirativa por Agulha Fina (PAAF) é recomendada para nódulos TIRADS 5 quando estes atingem ou superam 1,0 cm em seu maior diâmetro. Nódulos entre 0,5 cm e 0,9 cm devem ser acompanhados com ultrassonografia periódica.

Quando puncionar um nódulo suspeito menor que 1 cm?

A PAAF pode ser considerada em nódulos menores que 1 cm se houver evidência de extensão extratireoidiana, presença de linfonodos cervicais suspeitos de metástase ou se o nódulo estiver em localização de risco (ex: adjacente à traqueia ou nervo laríngeo recorrente).

O histórico familiar de carcinoma papilífero muda a conduta inicial?

Embora o histórico familiar aumente a vigilância, as diretrizes atuais de sociedades como o ACR e a ATA priorizam as características ultrassonográficas e o tamanho para decidir pela punção, mantendo o seguimento para nódulos subcentimétricos isolados e estáveis.

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