UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2021
Sobre a rotina de investigação dos nódulos tireoidianos é correto afirmar, EXCETO:
Nódulo tireoidiano incidental em TC/RM → SEMPRE complementar com USG de tireoide para caracterização detalhada.
Nódulos tireoidianos descobertos incidentalmente em exames de imagem como TC ou RM requerem uma ultrassonografia de tireoide dedicada. A USG é o método padrão-ouro para caracterizar nódulos, identificar características de malignidade e guiar a punção.
A investigação de nódulos tireoidianos é uma prática comum na endocrinologia e clínica médica, dada a alta prevalência de nódulos na população geral. A maioria dos nódulos é benigna, mas a identificação dos nódulos malignos é crucial. A avaliação inicial visa estratificar o risco de malignidade e decidir sobre a necessidade de punção aspirativa por agulha fina (PAAF). A fisiopatologia dos nódulos tireoidianos é variada, podendo ser adenomas, cistos, bócio multinodular ou neoplasias. O diagnóstico começa com a história clínica e exame físico, seguido pela dosagem de TSH para avaliar a função tireoidiana. A ultrassonografia de tireoide é o exame de imagem padrão-ouro, pois permite caracterizar o nódulo em termos de tamanho, ecogenicidade, presença de calcificações, margens e vascularização, que são características importantes para a estratificação de risco. A decisão de realizar PAAF é baseada nas características ultrassonográficas e no tamanho do nódulo, seguindo sistemas de classificação como o TIRADS. É fundamental entender que exames como TC ou RM, embora possam incidentalmente detectar nódulos, não fornecem detalhes suficientes para a estratificação de risco e não substituem a ultrassonografia dedicada da tireoide. A dosagem de calcitonina é reservada para casos específicos de suspeita de carcinoma medular.
A avaliação inicial inclui exame clínico, dosagem de TSH (e T4L se TSH alterado) e ultrassonografia de tireoide para caracterizar o nódulo e identificar características de risco.
Nódulos sólidos, hipoecogênicos, com microcalcificações, margens irregulares, formato mais alto que largo e vascularização predominantemente central são altamente suspeitos.
A ultrassonografia oferece alta resolução para detalhes finos (microcalcificações, halo, vascularização), é mais acessível, não usa radiação ionizante e permite guiar a PAAF com precisão, sendo o exame de escolha para caracterização de nódulos.
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