FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2023
Uma mulher de 45 anos apresenta um nódulo indolor de 3 cm na região anterior direita do pescoço que surgiu há 3 meses e lentamente está aumentando. No exame físico a massa é firme e move-se para cima e para baixo com a deglutição. Nega perda ou ganho de peso, intolerância ao calor ou ansiedade. A dosagem do TSH é normal. Qual a conduta na investigação diagnóstica da paciente?
Nódulo tireoidiano com TSH normal → PAAF guiada por USG é a conduta inicial para avaliação de malignidade.
Diante de um nódulo tireoidiano com TSH normal, a PAAF é o método mais eficaz para determinar a natureza do nódulo (benigno ou maligno), especialmente quando guiada por ultrassonografia, que permite a coleta precisa de material. Outros exames de imagem são menos específicos para essa finalidade inicial.
Nódulos tireoidianos são achados comuns na prática clínica, com prevalência que aumenta com a idade. A maioria é benigna, mas a preocupação principal é excluir malignidade. A avaliação inicial de um nódulo tireoidiano começa com a história clínica, exame físico e dosagem de TSH. Um TSH normal sugere um nódulo não funcionante, que requer investigação morfológica. A ultrassonografia de tireoide é o exame de imagem inicial de escolha, pois permite caracterizar o nódulo (tamanho, ecogenicidade, presença de calcificações, vascularização e margens) e guiar a Punção Aspirativa por Agulha Fina (PAAF). A PAAF é o método mais preciso para diferenciar nódulos benignos de malignos, sendo crucial para a tomada de decisão terapêutica. Características ultrassonográficas suspeitas podem indicar a necessidade de PAAF mesmo em nódulos menores. O conduta após a PAAF dependerá do resultado citopatológico, que é classificado pelo sistema Bethesda. Nódulos benignos geralmente requerem acompanhamento, enquanto nódulos malignos ou indeterminados podem necessitar de cirurgia. O manejo adequado evita procedimentos desnecessários e garante o tratamento oportuno para casos de câncer de tireoide, melhorando o prognóstico do paciente.
Sinais de alerta incluem crescimento rápido, rouquidão, disfagia, adenopatia cervical, e características ultrassonográficas suspeitas como microcalcificações, margens irregulares e hipoecogenicidade.
A PAAF é indicada para nódulos tireoidianos com TSH normal ou elevado que apresentam tamanho significativo (>1 cm) ou características ultrassonográficas suspeitas, independentemente do tamanho.
A cintilografia é útil principalmente para nódulos com TSH suprimido, para diferenciar nódulos 'quentes' (benignos, hiperfuncionantes) de 'frios' (com maior risco de malignidade). Não é a primeira escolha para TSH normal.
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