UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2019
Um paciente, de 45 anos, vai ao médico da família por conta de um "caroço" que está apresentando na região anterior do pescoço. Ao exame físico, o MFC percebe um nódulo de aproximadamente 2 cm no lobo esquerdo da tireoide. Assinale a opção que apresenta a conduta a ser sugerida pelo MFC.
Nódulo tireoidiano palpável → USG de tireoide + TSH para caracterização e avaliação funcional.
A abordagem inicial de um nódulo tireoidiano palpável inclui a ultrassonografia para detalhar suas características morfológicas e a dosagem de TSH para avaliar a função tireoidiana. Estes exames são fundamentais para estratificar o risco de malignidade e guiar os próximos passos, como a indicação de PAAF.
Nódulos tireoidianos são achados comuns na prática clínica, sendo a maioria benigna. No entanto, a identificação e a exclusão de malignidade são de suma importância. A prevalência aumenta com a idade e é maior em mulheres. A avaliação inicial é crucial para determinar o risco e a necessidade de intervenções adicionais. A fisiopatologia dos nódulos tireoidianos varia, podendo ser coloides, cistos, adenomas ou carcinomas. A ultrassonografia de tireoide é o método de imagem de escolha para caracterizar o nódulo (tamanho, composição, ecogenicidade, margens, presença de microcalcificações, vascularização) e identificar linfonodos suspeitos. A dosagem de TSH é fundamental para avaliar a função tireoidiana; se o TSH estiver suprimido, uma cintilografia pode ser indicada para diferenciar nódulos 'quentes' (benignos) de 'frios' (potencialmente malignos). A conduta subsequente é guiada pelos achados da ultrassonografia e do TSH, seguindo sistemas de estratificação de risco como o TIRADS. Nódulos com características suspeitas ou tamanho significativo (geralmente >1 cm, mas depende do risco) são indicados para punção aspirativa por agulha fina (PAAF), que é o método mais eficaz para determinar a natureza histológica do nódulo. O tratamento pode variar de observação a cirurgia, dependendo do resultado da PAAF.
O primeiro passo na investigação de um nódulo tireoidiano palpável é solicitar uma ultrassonografia de tireoide para caracterização morfológica e a dosagem de TSH para avaliar a função tireoidiana.
A ultrassonografia é essencial porque permite caracterizar o nódulo em termos de tamanho, composição (sólido, cístico), ecogenicidade, margens, presença de microcalcificações e vascularização, fornecendo informações cruciais para estratificar o risco de malignidade.
A dosagem de TSH é importante para avaliar a função tireoidiana. Um TSH suprimido pode indicar um nódulo hiperfuncionante ('quente'), que geralmente é benigno, enquanto um TSH normal ou elevado não exclui malignidade e pode indicar a necessidade de PAAF.
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