UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025
Mulher, 25 anos, assintomática, traz exame de ultrassom de tireoide solicitado como check up e identificado um nódulo em lobo tireoidiano direito, medindo 1,6 cm no maior diâmetro, sólido, hipoecoico, bem delimitado, mais largo do que alto e sem pontos ecogênicos (microcalcificações). A dosagem de TSH encontra-se supressa, confirmada em uma segunda amostra. Assinale a alternativa que apresenta a recomendação CORRETA de conduta nesse momento:
Nódulo tireoidiano + TSH supresso → Cintilografia para avaliar funcionalidade e risco de malignidade.
Em nódulos tireoidianos com TSH supresso, a cintilografia é crucial para diferenciar nódulos hiperfuncionantes (quentes), que raramente são malignos, de nódulos não funcionantes (frios), que exigem investigação adicional, como a punção biópsia, dependendo das características ultrassonográficas.
A avaliação de nódulos tireoidianos é um desafio comum na prática clínica, e a conduta é guiada por uma combinação de características ultrassonográficas e níveis de TSH. Nódulos tireoidianos são achados frequentes, especialmente em mulheres, e a maioria é benigna. A principal preocupação é excluir malignidade, que ocorre em cerca de 5-10% dos casos. Quando um nódulo tireoidiano é identificado e o TSH sérico está supresso, a prioridade é determinar se o nódulo é funcional (produzindo hormônios em excesso) ou não funcional. Nódulos hiperfuncionantes, ou "quentes", são quase sempre benignos e raramente necessitam de biópsia. A cintilografia de tireoide com iodo radioativo ou tecnécio-99m é o exame padrão-ouro para essa diferenciação, mostrando a captação do traçador pelo nódulo. Se a cintilografia confirmar um nódulo "quente", a investigação para malignidade é geralmente suspensa, e o foco passa a ser o manejo da tireotoxicose. Se o nódulo for "frio" (não captante) ou "indiferente" (captação semelhante ao parênquima adjacente), a avaliação de risco de malignidade baseada nas características ultrassonográficas (TIRADS) e o tamanho do nódulo guiarão a decisão sobre a necessidade de punção aspirativa por agulha fina (PAAF).
O TSH supresso sugere que o nódulo pode ser hiperfuncionante ("quente"), produzindo hormônios tireoidianos de forma autônoma. Nódulos quentes têm um risco muito baixo de malignidade.
A cintilografia é indicada quando há um nódulo tireoidiano e o TSH está supresso, para determinar se o nódulo é funcional (quente) ou não funcional (frio).
Características suspeitas incluem hipoecogenicidade acentuada, microcalcificações, margens irregulares, formato "mais alto que largo" e fluxo vascular intranodular aumentado.
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