UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2024
Mulher, 44 anos, apresenta-se ao consultório por queixa de palpitações e tremores nos últimos 4 meses e aparecimento de um nódulo na região anterior do pescoço. Em relação a comorbidades, apresenta: hipertensão arterial, obesidade, mioma uterino e tabagismo. Ao exame: T 37°C | FR: 17/min | FC: 120/min | PA: 156/93 mm Hg | IMC 23,5 kg/m2. O exame físico revela um nódulo no lobo direito da tireoide com 2,5 cm de consistência elástica e móvel. Sem linfonodomegalias palpáveis. Verifica-se tremor fino nos membros superiores. O restante do exame físico não apresenta alterações. Os resultados dos exames de sangue revelam: TSH: 0,02 mU/L | T3: 284 ng/dL | T4: 16 μg/L. O ultrassom de tireóide revela um nódulo de 1,3 x 2,5 x 2 cm, no lobo direito, sólido, hiperecóico e com margens regulares. Assinale a alternativa que apresenta a conduta mais adequada:
Nódulo tireoidiano + TSH suprimido → Cintilografia para diferenciar nódulo quente (autônomo) de frio (malignidade).
Em pacientes com hipertireoidismo (TSH suprimido, T3/T4 elevados) e um nódulo tireoidiano, a cintilografia é o próximo passo diagnóstico crucial. Ela determinará se o nódulo é 'quente' (produtor de hormônios, causando o hipertireoidismo) ou 'frio' (não produtor, com maior risco de malignidade), direcionando a conduta subsequente.
A avaliação de nódulos tireoidianos é um desafio comum na prática clínica, e a presença de hipertireoidismo concomitante adiciona complexidade. O TSH sérico é o primeiro exame a ser solicitado. Se o TSH estiver suprimido, a próxima etapa é a cintilografia da tireoide. Este exame permite diferenciar nódulos 'quentes' (autônomos e benignos na maioria dos casos) de nódulos 'frios' (não funcionantes e com maior risco de malignidade). A compreensão dessa sequência diagnóstica é vital para evitar procedimentos desnecessários e garantir o manejo adequado do paciente, seja para controle do hipertireoidismo ou para investigação de câncer de tireoide. O ultrassom fornece informações morfológicas, mas não funcionais, sendo complementar à cintilografia.
O TSH suprimido indica hipertireoidismo. Nesses casos, o nódulo pode ser um adenoma tóxico (nódulo 'quente') que produz hormônios de forma autônoma, ou pode ser um nódulo 'frio' coexistindo com outra causa de hipertireoidismo (como Doença de Graves). A diferenciação é crucial para o manejo.
A cintilografia é indicada quando há um nódulo tireoidiano palpável ou visível em ultrassom e o TSH sérico está suprimido. Ela ajuda a determinar a funcionalidade do nódulo, classificando-o como 'quente' (hiperfuncionante), 'frio' (hipofuncionante) ou 'morno' (normofuncionante), o que orienta a necessidade de PAAF.
Se a cintilografia revelar um nódulo 'quente' (hiperfuncionante), a PAAF geralmente não é necessária, pois a chance de malignidade é muito baixa. O tratamento visa controlar o hipertireoidismo, podendo incluir iodo radioativo, medicamentos antitireoidianos ou cirurgia, dependendo do caso.
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