Nódulo Tireoidiano Benigno: Quando Acompanhar e Não Punçar

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2022

Enunciado

Em atendimento em unidade de saúde da família, você atende pela primeira vez uma mulher, com 32 anos, parda, mãe de dois filhos. Ela se encontra assintomática e realizou exames laboratoriais de hemograma colesterol total e frações, glicemia e perfil hormonal tireoidiano, que resultaram normais. Mostrou, ainda, um ultrassom cervical recente, que evidencia um nódulo sólido, no 1/3 superior do lobo direito da tireoide, com 1 cm, espongiforme, sem calcificações, mais largo que alto e de limites precisos. Seu exame físico confirmou os achados ultrassonográficos.Nesse caso, a conduta mais apropriada é

Alternativas

  1. A) supressão hormonal.
  2. B) tratamento cirúrgico.
  3. C) controle clínico/imaginológico.
  4. D) punção aspirativa por agulha fina.

Pérola Clínica

Nódulo tireoidiano espongiforme < 1,5 cm, sem calcificações ou características suspeitas → controle clínico/imaginológico.

Resumo-Chave

Um nódulo tireoidiano com características ultrassonográficas benignas (espongiforme, mais largo que alto, limites precisos, sem calcificações) e tamanho inferior a 1,5 cm geralmente não requer punção aspirativa por agulha fina (PAAF) imediata, sendo a conduta mais apropriada o acompanhamento clínico e ultrassonográfico.

Contexto Educacional

A avaliação de nódulos tireoidianos é uma prática comum na medicina, e a ultrassonografia cervical é a ferramenta diagnóstica mais importante para caracterizá-los. A prevalência de nódulos tireoidianos é alta, mas a maioria é benigna. O desafio reside em identificar os nódulos que possuem risco de malignidade para indicar a punção aspirativa por agulha fina (PAAF) e, se necessário, o tratamento cirúrgico. A estratificação de risco dos nódulos tireoidianos é feita com base em suas características ultrassonográficas, utilizando sistemas como o TIRADS (Thyroid Imaging Reporting and Data System). Características como nódulo espongiforme, mais largo que alto, limites precisos e ausência de calcificações são indicativos de baixo risco de malignidade. Nódulos com essas características e tamanho inferior a 1,5 cm geralmente não necessitam de PAAF imediata. A conduta para nódulos de baixo risco é o controle clínico e imaginológico periódico, com ultrassonografias de acompanhamento para monitorar o crescimento ou o surgimento de novas características suspeitas. A supressão hormonal não é uma conduta padrão para nódulos benignos assintomáticos, e o tratamento cirúrgico é reservado para casos de malignidade confirmada ou sintomas compressivos significativos.

Perguntas Frequentes

Quais características ultrassonográficas indicam um nódulo tireoidiano benigno?

Nódulos espongiformes, mais largos que altos, com limites precisos, sem microcalcificações, sem vascularização central proeminente e com halo hipoecoico são geralmente considerados benignos.

Quando a punção aspirativa por agulha fina (PAAF) é indicada para nódulos tireoidianos?

A PAAF é indicada para nódulos com características suspeitas (hipoecogenicidade, microcalcificações, margens irregulares, mais altos que largos) ou para nódulos maiores que 1,0-1,5 cm, dependendo do risco.

O que significa um nódulo espongiforme na tireoide?

Um nódulo espongiforme é composto por múltiplas microcistos que ocupam mais de 50% do volume do nódulo, conferindo-lhe uma aparência de esponja. Esta característica é fortemente associada à benignidade.

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