HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2024
Mulher de 19 anos refere presença de nódulo tireoidiano identificado ao acaso após a realização de tomografia de tórax. A paciente não possui queixas e o nódulo não é palpável em exame físico. Em exames laboratoriais, valor de TSH 0,01 mUI/L. Para investigação adequada, neste momento, deve-se solicitar
Nódulo tireoidiano + TSH suprimido → cintilografia para avaliar funcionalidade (quente vs frio).
Em um paciente com nódulo tireoidiano e TSH suprimido, a próxima etapa diagnóstica é a cintilografia da tireoide. Este exame é crucial para determinar se o nódulo é 'quente' (hiperfuncionante, produzindo hormônios e suprimindo o TSH) ou 'frio' (não funcionante), o que direciona a conduta e o risco de malignidade.
A avaliação de um nódulo tireoidiano é uma situação clínica comum, e a abordagem diagnóstica deve ser sistemática para diferenciar lesões benignas de malignas. O TSH sérico é o exame laboratorial inicial mais importante, pois sua alteração direciona a sequência da investigação. No caso de um nódulo tireoidiano com TSH suprimido (baixo), a principal preocupação é a presença de um nódulo hiperfuncionante, que está produzindo hormônios tireoidianos de forma autônoma, levando ao hipertireoidismo e à supressão do TSH. Nestes casos, a cintilografia da tireoide com iodo-131 ou tecnécio-99m é o próximo passo essencial. A cintilografia permite classificar o nódulo como 'quente' (hiperfuncionante) ou 'frio' (hipofuncionante). Nódulos 'quentes' são quase sempre benignos (adenomas tóxicos ou bócio multinodular tóxico) e raramente necessitam de PAAF. Já os nódulos 'frios' são os que apresentam maior risco de malignidade e, portanto, requerem PAAF para avaliação citopatológica, dependendo de suas características ultrassonográficas e tamanho. A correta sequência de exames é vital para um diagnóstico preciso e manejo adequado.
O TSH é o primeiro exame laboratorial a ser solicitado. Um TSH normal ou elevado sugere um nódulo não funcionante ou hipofuncionante, enquanto um TSH suprimido indica um nódulo hiperfuncionante, que pode ser a causa do hipertireoidismo.
Um nódulo 'quente' (hiperfuncionante) capta o radiofármaco em excesso, indicando que está produzindo hormônios tireoidianos. Um nódulo 'frio' (hipofuncionante) não capta o radiofármaco ou capta menos que o tecido circundante, sendo mais preocupante em relação à malignidade.
A PAAF é indicada para nódulos 'frios' na cintilografia, nódulos com características suspeitas ao ultrassom (mesmo com TSH normal), ou nódulos com TSH elevado. Ela não é a primeira escolha para nódulos 'quentes', que raramente são malignos.
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