SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2024
No que concerne à avaliação das disfunções e lesões tireoidianas, assinale a alternativa que apresenta uma recomendação para a avaliação da tireoide.
Marcadores moleculares NÃO são rotina na avaliação inicial de nódulos tireoidianos.
A pesquisa de marcadores moleculares em nódulos tireoidianos é reservada para casos específicos, como nódulos indeterminados na citologia, e não faz parte da avaliação inicial de rotina. A tireoglobulina sérica é um marcador de seguimento para câncer diferenciado de tireoide, não para diagnóstico inicial de nódulo.
A avaliação de disfunções e lesões tireoidianas é uma parte comum da prática clínica, e a abordagem correta dos nódulos tireoidianos é crucial para evitar procedimentos desnecessários e garantir o diagnóstico precoce de malignidades. A investigação inicial de um nódulo geralmente envolve ultrassonografia e dosagem de TSH. A punção aspirativa por agulha fina (PAAF) guiada por ultrassom é o método mais importante para diferenciar nódulos benignos de malignos. Marcadores moleculares têm emergido como ferramentas auxiliares, mas sua indicação é específica, geralmente para nódulos com citologia indeterminada, onde podem ajudar a refinar o risco de malignidade e guiar a conduta (observação versus cirurgia). Não são recomendados para a avaliação inicial de rotina. A tireoglobulina sérica, por sua vez, é um marcador de seguimento para câncer de tireoide diferenciado pós-tireoidectomia, e não para o diagnóstico inicial de nódulos. Em relação à função tireoidiana, a dosagem de TSH é o exame mais sensível para rastreamento de disfunções. O T3 reverso tem pouca utilidade na avaliação de rotina da função tireoidiana. Para a Tireoidite de Hashimoto, uma vez que o diagnóstico é estabelecido com TSH elevado e anti-TPO positivo, a repetição anual do anti-TPO não é necessária, pois não altera o manejo, que se baseia no controle do TSH.
A pesquisa de marcadores moleculares é indicada principalmente para nódulos com citologia indeterminada (Bethesda III, IV ou V), auxiliando na estratificação de risco e na decisão cirúrgica.
A tireoglobulina sérica é um marcador de seguimento para pacientes com câncer diferenciado de tireoide (papilífero ou folicular) após tireoidectomia, não sendo útil para o diagnóstico inicial de nódulos.
Não é necessário repetir anualmente o anti-TPO se o exame anterior já foi positivo, pois o diagnóstico de Tireoidite de Hashimoto já está estabelecido e a dosagem não altera a conduta. O acompanhamento é feito com TSH.
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