UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2020
Mulher, 32 anos de idade apresenta US de tireoide com nódulo sólido no terço médio do lobo direito com diâmetro de 1,5 cm, hipoecogênico, bem delimitado, com macrocalcificações, fluxo periférico e presença de halo periférico completo. Qual das características descritas acima indica maior risco de malignidade?
Nódulo tireoidiano: Hipoecogenicidade, microcalcificações, margens irregulares, forma mais alta que larga, fluxo intranodular → maior risco de malignidade.
A hipoecogenicidade é uma das características ultrassonográficas mais importantes que indicam maior risco de malignidade em nódulos tireoidianos, refletindo a densidade celular e a composição do tecido tumoral em comparação com o parênquima tireoidiano normal.
A avaliação de nódulos tireoidianos é uma prática comum na endocrinologia e cirurgia de cabeça e pescoço, sendo a ultrassonografia o método de imagem de escolha para caracterização. A importância clínica reside na diferenciação entre nódulos benignos e malignos, uma vez que a maioria é benigna, mas a identificação precoce do câncer de tireoide é crucial para um bom prognóstico. A epidemiologia mostra uma alta prevalência de nódulos, mas uma baixa taxa de malignidade. A fisiopatologia dos nódulos malignos envolve proliferação celular descontrolada. As características ultrassonográficas são essenciais para estratificar o risco de malignidade e guiar a decisão de realizar punção aspirativa por agulha fina (PAAF). A hipoecogenicidade é um dos sinais mais importantes, indicando que o nódulo é mais escuro que o parênquima tireoidiano adjacente, o que é frequentemente associado a maior celularidade e menor conteúdo colóide, típicos de malignidade. Outras características de risco incluem microcalcificações, margens irregulares e forma mais alta que larga. O tratamento e prognóstico dependem do resultado da PAAF e do tipo histológico do câncer. Nódulos com características de alto risco na ultrassonografia têm indicação de PAAF, mesmo que menores. Características como halo periférico completo e fluxo periférico são geralmente associadas a benignidade, enquanto macrocalcificações são menos específicas que microcalcificações, mas não excluem malignidade. A compreensão dessas nuances é vital para residentes na tomada de decisão clínica.
As características mais preocupantes incluem hipoecogenicidade, microcalcificações, margens irregulares ou espiculadas, forma mais alta que larga, fluxo intranodular e presença de linfonodos cervicais suspeitos.
A hipoecogenicidade é um forte preditor de malignidade, pois reflete uma maior densidade celular e menor conteúdo colóide no nódulo, características comuns em tumores malignos.
Características benignas incluem iso ou hiperecogenicidade, halo periférico completo, cistos puros, macrocalcificações grandes e bem definidas, e ausência de fluxo intranodular.
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