UNCISAL - Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas — Prova 2021
Paciente com 55 anos de idade apresenta, ao exame físico, nódulo na tireóide de 4,5 cm que movimenta-se à deglutição. Que exames devem ser solicitados para o diagnóstico?
Nódulo tireoide >1 cm ou com características suspeitas → USG + PAAF guiada.
Nódulos tireoidianos maiores que 1 cm, especialmente com características ultrassonográficas suspeitas ou em pacientes com fatores de risco, devem ser investigados com PAAF guiada por ultrassom para avaliar o risco de malignidade. A ultrassonografia é essencial para caracterizar o nódulo e guiar a punção.
Nódulos tireoidianos são achados comuns, especialmente em mulheres e com o aumento da idade. A maioria é benigna, mas uma pequena porcentagem pode ser maligna. A avaliação inicial de um nódulo palpável ou incidentalmente descoberto é crucial para identificar aqueles com risco de câncer. A história clínica, exame físico e dosagem de TSH são os primeiros passos. A ultrassonografia da tireoide é o exame de imagem mais importante, pois permite caracterizar o nódulo em termos de tamanho, número, ecogenicidade, presença de calcificações, margens e vascularização, auxiliando na estratificação do risco de malignidade. Nódulos maiores que 1 cm, ou menores com características suspeitas, geralmente requerem uma Punção Aspirativa por Agulha Fina (PAAF) guiada por ultrassom. A PAAF é o método mais eficaz para determinar a natureza benigna ou maligna do nódulo, fornecendo material para análise citopatológica. O resultado da PAAF, classificado pelo sistema Bethesda, orienta a conduta subsequente, que pode variar de acompanhamento clínico a cirurgia. Exames de função tireoidiana (T3, T4 livre, TSH) são importantes para avaliar o estado funcional da tireoide, mas não para determinar a malignidade do nódulo.
A PAAF é indicada para nódulos sólidos maiores que 1 cm, ou nódulos menores com características ultrassonográficas suspeitas (hipoecogenicidade, microcalcificações, margens irregulares, forma mais alta que larga), ou em pacientes com fatores de risco para câncer de tireoide.
A ultrassonografia é fundamental para caracterizar o nódulo (tamanho, ecogenicidade, presença de calcificações, vascularização, margens), identificar outros nódulos e guiar a PAAF, aumentando a precisão do procedimento.
Características suspeitas incluem hipoecogenicidade marcada, microcalcificações, margens irregulares ou espiculadas, forma mais alta que larga, e fluxo sanguíneo intranodular proeminente.
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