Nódulo Tireoidiano TIRADS 4A: Quando Indicar PAAF?

FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2020

Enunciado

Paciente feminina, de 53 anos, procura atendimento médico para check-up. Durante o exame físico, foi identificado nódulo móvel em lobo direito da tireoide. Foram solicitados exames laboratoriais e de imagem, cujos resultados foram: TSH=3,8 mU/L; T4=1,0 ng/dl; Anti TPO 200 U/ml. Ultrassonografia de tireoide mostrou glândula heterogênea, com presença de nódulo misto em polo superior da tireoide, medindo 9 mm, TIRADS 4A. Nesse caso, a melhor conduta será:

Alternativas

  1. A) Afastar nódulo hiperfuncionante e pedir cintilografia de tireoide
  2. B) Pela suspeita de câncer de tireoide, encaminhar a paciente para realizar tireoidectomia
  3. C) Por ser nódulo com alta suspeição de malignidade, deve ser solicitado PAAF
  4. D) Como o nódulo não suspeito, realizar ultrassonografia de tireoide periódica para acompanhamento

Pérola Clínica

Nódulo tireoidiano TIRADS 4A < 10 mm → acompanhamento com USG periódica; PAAF indicada se ≥ 15 mm.

Resumo-Chave

Nódulos tireoidianos classificados como TIRADS 4A apresentam baixa suspeição de malignidade. Para nódulos menores que 10 mm, a conduta inicial é o acompanhamento com ultrassonografia periódica, e a punção aspirativa por agulha fina (PAAF) é geralmente reservada para nódulos maiores (≥ 15 mm para TIRADS 4A).

Contexto Educacional

Nódulos tireoidianos são achados comuns, especialmente em mulheres e com o aumento da idade. A maioria é benigna, mas a diferenciação entre nódulos benignos e malignos é crucial. A ultrassonografia da tireoide, com a classificação TIRADS (Thyroid Imaging Reporting and Data System), tornou-se a ferramenta mais importante para estratificar o risco de malignidade e guiar a conduta. A classificação TIRADS categoriza os nódulos de 1 (benigno) a 5 (alta suspeição de malignidade), com base em características ultrassonográficas como composição, ecogenicidade, forma, margens e presença de microcalcificações. Um nódulo TIRADS 4A, como no caso apresentado, indica baixa suspeição de malignidade, com um risco de câncer estimado entre 5% e 10%. A decisão de realizar uma Punção Aspirativa por Agulha Fina (PAAF) é baseada na classificação TIRADS e no tamanho do nódulo. Para nódulos TIRADS 4A, as diretrizes atuais recomendam PAAF se o nódulo atingir ou ultrapassar 1.5 cm (15 mm). Nódulos menores que 1.0 cm (10 mm) com essa classificação são geralmente acompanhados com ultrassonografias periódicas (a cada 6-12 meses) para monitorar seu crescimento ou o surgimento de novas características suspeitas. O TSH normal afasta a necessidade de cintilografia para avaliar hiperfunção, e a presença de anticorpos anti-TPO elevados sugere tireoidite de Hashimoto, que pode coexistir com nódulos, mas não altera diretamente a indicação de PAAF baseada no TIRADS.

Perguntas Frequentes

O que significa um nódulo tireoidiano TIRADS 4A?

TIRADS 4A indica um nódulo com baixa suspeição de malignidade, apresentando uma ou mais características suspeitas, mas com risco de malignidade entre 5% e 10%.

Qual o tamanho mínimo para indicar PAAF em nódulos TIRADS 4A?

As diretrizes geralmente recomendam PAAF para nódulos TIRADS 4A que medem 1.5 cm (15 mm) ou mais. Nódulos menores que 1 cm (10 mm) são acompanhados.

A presença de Anti TPO elevado influencia a conduta em nódulos tireoidianos?

Anti TPO elevado sugere tireoidite de Hashimoto, uma condição autoimune que pode estar associada a nódulos. Embora não altere a indicação de PAAF baseada no TIRADS e tamanho, é um dado relevante para o contexto clínico geral do paciente.

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