UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2021
Paciente do sexo feminino, 22 anos, notou recentemente tumoração na região cervical anterior. Nega queixas. Foi realizado US de tireóide que mostrou nódulo 2,5 cm, sólido, hipoecóico em LD. TSH =0,2 (VR 0,4 a 4,0 mUI/L) T4 livre = 1,8 (VR 0,7 a 1,8 ng/dL). A conduta mais apropriada a ser realizada, neste caso, é:
Nódulo tireoide + TSH baixo → realizar cintilografia para diferenciar nódulo 'quente' (benigno) de 'frio' (maior risco malignidade).
Diante de um nódulo tireoidiano e TSH suprimido (indicando hipertireoidismo subclínico ou tireotoxicose), a cintilografia é o próximo passo para avaliar a funcionalidade do nódulo. Nódulos hiperfuncionantes ('quentes') são quase sempre benignos, enquanto nódulos hipofuncionantes ('frios') exigem investigação adicional com PAAF devido ao risco de malignidade.
A avaliação de um nódulo tireoidiano é um cenário clínico comum, e a dosagem do TSH é o primeiro passo essencial. O TSH baixo (suprimido), como no caso apresentado (0,2 mUI/L), sugere que o nódulo pode ser hiperfuncionante, produzindo hormônios tireoidianos de forma autônoma e suprimindo a secreção de TSH pela hipófise. Este quadro é conhecido como hipertireoidismo subclínico ou tireotoxicose. Nesse contexto, a conduta mais apropriada é a realização de uma cintilografia de tireoide. Este exame permite determinar a funcionalidade do nódulo: se ele capta o radioisótopo ('nódulo quente' ou hiperfuncionante), indica que está produzindo hormônios e é quase sempre benigno, dispensando a biópsia. Se o nódulo não capta o radioisótopo ('nódulo frio' ou hipofuncionante), ele tem um risco maior de malignidade e, então, a Punção Aspirativa por Agulha Fina (PAAF) guiada por ultrassom seria indicada para avaliação citopatológica. A PAAF de tireoide (alternativa A) seria a próxima etapa se o TSH fosse normal ou elevado, ou se a cintilografia revelasse um nódulo 'frio'. Iniciar metimazol (alternativa C) seria prematuro sem confirmar a hiperfunção do nódulo e a causa do hipertireoidismo. Solicitar TRAB, anti-TPO e antitireoglobulina (alternativa D) seria relevante para investigar tireoidites autoimunes, mas não é a prioridade para definir a conduta do nódulo com TSH suprimido. Dosagens de tireoglobulina e calcitonina (alternativa E) são marcadores tumorais específicos (câncer folicular/papilífero e medular, respectivamente) e não a primeira linha de investigação funcional.
O TSH é o primeiro exame a ser solicitado na avaliação de um nódulo tireoidiano, pois um TSH suprimido sugere que o nódulo pode ser hiperfuncionante, enquanto um TSH normal ou elevado direciona para outras investigações.
A cintilografia de tireoide é indicada quando há um nódulo tireoidiano palpável ou visível no ultrassom e o TSH sérico está suprimido, para determinar se o nódulo é 'quente' (hiperfuncionante) ou 'frio' (hipofuncionante).
Nódulos 'quentes' são hiperfuncionantes, captam o radioisótopo na cintilografia e são quase sempre benignos. Nódulos 'frios' são hipofuncionantes, não captam o radioisótopo e têm um risco maior de malignidade, necessitando de PAAF.
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