Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2021
Uma mulher de dezoito anos de idade, com história de nódulo único de 1,5 cm em topografia do lobo esquerdo da tireoide, notado há cerca de três meses, sem sintomas associados, apresenta valor de TSH normal e ultrassonografia Doppler mostrando nódulo único de 1,4 cm, hipoecogênico, localizado no terço médio do lobo esquerdo da tireoide, com halo presente e padrão de circulação predominantemente central. Volume tireoidiano dentro da normalidade.Com base nessa situação hipotética, é correto afirmar que o melhor diagnóstico inicial seria o de
Nódulo tireoidiano hipoecogênico com circulação central e halo presente → alta suspeita de malignidade.
Nódulos tireoidianos com características ultrassonográficas como hipoecogenicidade, microcalcificações, margens irregulares, forma mais alta que larga e vascularização predominantemente central são altamente sugestivos de malignidade. A presença de um halo pode ser inespecífica, mas os outros achados aumentam a suspeita.
A avaliação de nódulos tireoidianos é um desafio comum na prática clínica, sendo a maioria benigna. No entanto, a identificação precoce de nódulos malignos é crucial para um bom prognóstico. A ultrassonografia da tireoide é o método de imagem de escolha para caracterizar os nódulos e estratificar o risco de malignidade. Características ultrassonográficas de alto risco para malignidade incluem hipoecogenicidade acentuada, microcalcificações, margens irregulares ou espiculadas, forma mais alta que larga e vascularização intranodular ou predominantemente central. A presença de halo pode ser vista tanto em nódulos benignos quanto malignos, sendo um achado menos específico. O TSH normal, como no caso, não exclui malignidade e direciona a investigação para a ultrassonografia. Com base nos achados ultrassonográficos, sistemas de classificação como o TIRADS (Thyroid Imaging Reporting and Data System) são utilizados para padronizar a descrição e indicar a necessidade de punção aspirativa por agulha fina (PAAF). A PAAF é o método mais eficaz para o diagnóstico citopatológico de nódulos tireoidianos, guiando a conduta terapêutica, que pode variar desde o acompanhamento até a tireoidectomia.
Características como hipoecogenicidade, microcalcificações, margens irregulares, forma mais alta que larga, e vascularização predominantemente central ou intranodular são consideradas de alto risco para malignidade.
O TSH é o primeiro exame laboratorial a ser solicitado. Se o TSH estiver suprimido, indica um nódulo hiperfuncionante, que geralmente é benigno e deve ser investigado com cintilografia. Se o TSH for normal ou elevado, a avaliação prossegue com ultrassonografia e, se indicado, punção aspirativa.
A PAAF é indicada com base no tamanho do nódulo e nas características ultrassonográficas de risco, geralmente seguindo sistemas de estratificação como o TIRADS. Nódulos com características de alto risco podem ser puncionados mesmo com tamanhos menores.
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