UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2022
Mulher, 35 anos, assintomática do ponto de vista cervical, realizou ultrassonografia de mama e teve seu pescoço rastreado no exame. Encontrou-se nódulo sólido em lobo esquerdo de tireoide, isoecóico, com halo hipoecólico bem definido, 0,9 cm em seu maior diâmetro, TIRADS 3, sem outros achados suspeitos ou informações de risco. Dosagem de TSH de 1,2. A melhor conduta será:
Nódulo tireoide TIRADS 3 < 1 cm, TSH normal, sem características suspeitas → Observação clínica e USG.
Nódulos tireoidianos classificados como TIRADS 3 possuem baixo risco de malignidade (<5%). Para nódulos menores que 1 cm, a conduta inicial é a observação clínica e ultrassonográfica, sem necessidade de PAAF imediata, especialmente se o TSH for normal e não houver outros fatores de risco.
A descoberta incidental de nódulos tireoidianos é cada vez mais comum devido à ampla utilização de exames de imagem. A avaliação desses nódulos é crucial para diferenciar lesões benignas de malignas, evitando intervenções desnecessárias ou tardias. O sistema de classificação TIRADS (Thyroid Imaging Reporting and Data System) padroniza a descrição ultrassonográfica e estratifica o risco de malignidade, orientando a conduta. Nódulos classificados como TIRADS 3 são aqueles com características ultrassonográficas que indicam uma probabilidade de malignidade baixa (geralmente <5%). Exemplos incluem nódulos isoecóicos ou hiperecóicos, ovais, com halo regular e sem microcalcificações ou margens irregulares. A conduta para esses nódulos depende do seu tamanho e da presença de outros fatores de risco. Para nódulos TIRADS 3 menores que 2 cm, a recomendação é geralmente a observação clínica e ultrassonográfica periódica, sem indicação de Punção Aspirativa por Agulha Fina (PAAF) imediata. O TSH sérico também desempenha um papel importante na avaliação. Um TSH normal ou elevado direciona a investigação para as características morfológicas do nódulo. Se o TSH estiver suprimido, a possibilidade de um nódulo hiperfuncionante benigno deve ser considerada, e uma cintilografia pode ser indicada. A decisão de PAAF ou cirurgia deve ser individualizada, considerando o risco de malignidade pelo TIRADS, o tamanho do nódulo, a idade do paciente, histórico familiar e a presença de sintomas compressivos.
Um nódulo TIRADS 3 é considerado provavelmente benigno, com um risco de malignidade inferior a 5%. Geralmente, apresenta características ultrassonográficas que sugerem benignidade, mas não são totalmente conclusivas.
A PAAF para um nódulo TIRADS 3 é geralmente indicada se o nódulo for maior que 2 cm. Nódulos menores que 2 cm, sem características ultrassonográficas suspeitas adicionais e com TSH normal, são tipicamente acompanhados com ultrassonografia periódica.
O TSH é fundamental para avaliar a função tireoidiana. Se o TSH estiver suprimido, o nódulo pode ser funcionante (quente), o que geralmente indica benignidade e pode justificar uma cintilografia. Se o TSH estiver normal ou elevado, o nódulo é não funcionante (frio) e a avaliação morfológica é prioritária.
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